Câncer de pulmão: 5 avanços que mudam o tratamento

Diagnóstico molecular, terapias mais precisas e decisões compartilhadas transformam o cuidado

O câncer de pulmão, que é o terceiro tipo de câncer mais comum entre homens e o quarto entre mulheres no Brasil, está passando por uma transformação significativa no tratamento. A medicina de precisão e o diagnóstico molecular têm permitido identificar características específicas do tumor, possibilitando terapias mais personalizadas e eficazes.

O câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), responsável por cerca de 85% dos casos, apresenta diferentes perfis moleculares, incluindo mutações no gene EGFR. Esses perfis são identificados por meio de testes moleculares realizados após o diagnóstico, especialmente em estágios avançados ou metastáticos da doença.

1. O câncer de pulmão é uma doença heterogênea

Hoje, sabe-se que o câncer de pulmão não é uma única doença, mas um conjunto de condições com características moleculares distintas. Compreender a biologia do tumor é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica para cada paciente.

2. Diagnóstico molecular orienta o tratamento

Os testes moleculares tornaram-se essenciais na avaliação dos pacientes, especialmente para identificar mutações no EGFR. Essa abordagem permite que o tratamento seja direcionado não apenas pelo tipo e estágio do câncer, mas também pelas características genéticas do tumor.

3. Novas terapias ampliam as opções

Um avanço importante é a combinação de amivantamabe e lazertinibe, aprovada pela Anvisa para o tratamento de primeira linha de pacientes adultos com CPNPC localmente avançado irressecável ou metastático que apresentam mutações clássicas do EGFR (deleção no éxon 19 ou L858R no éxon 21).

O estudo de fase III MARIPOSA demonstrou que essa combinação reduziu em 30% o risco de progressão da doença ou morte em comparação ao osimertinibe, padrão anterior de tratamento, além de proporcionar uma duração mediana da resposta cerca de nove meses maior.

4. Qualidade de vida é prioridade

Além de prolongar a sobrevida, o tratamento busca preservar a qualidade de vida dos pacientes. O controle prolongado da doença permite que as pessoas mantenham suas rotinas, convivam com a família e realizem seus planos, respeitando suas necessidades individuais.

5. Participação ativa do paciente

A tomada de decisão compartilhada ganhou destaque no cuidado oncológico. Compreender as opções, esclarecer dúvidas e dialogar abertamente com a equipe médica são fundamentais para construir um plano terapêutico alinhado às expectativas e prioridades de cada paciente.

Essas transformações refletem uma nova era no tratamento do câncer de pulmão, marcada pela combinação entre inovação, conhecimento e cuidado centrado no paciente.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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