Viagens corporativas no Brasil crescem 13,8% e movimentarão US$ 35,8 bi em 2026

Brasil lidera expansão entre os 15 maiores mercados globais, com aumento dos custos impactando planejamento

As viagens corporativas no Brasil estão projetadas para crescer 13,8% em 2026, movimentando cerca de US$ 35,8 bilhões (aproximadamente R$ 183,6 bilhões), conforme o relatório anual da Global Business Travel Association (GBTA). Com esse avanço, o país permanece como o 10º maior mercado mundial e lidera o crescimento entre os 15 principais mercados globais.

O crescimento brasileiro ocorre em um contexto global onde os gastos com viagens corporativas devem alcançar US$ 1,71 trilhão em 2026, com alta estimada de 7,2%. No entanto, o volume de viagens deve crescer apenas 1,3%, o que indica que o aumento dos custos, como passagens aéreas e hospedagem, é o principal fator para a expansão dos gastos.

Descompasso entre gastos e volume de viagens

O relatório destaca que o gasto médio por viagem corporativa chegou a US$ 875 (cerca de R$ 4.466), sendo que transporte aéreo e hospedagem representam juntos 52% das despesas. Esse cenário reforça a necessidade de maior controle orçamentário, planejamento antecipado e eficiência na gestão das viagens corporativas.

Impactos para profissionais e empresas

Para profissionais que viajam a trabalho, o crescimento do mercado pode significar mais oportunidades para reuniões presenciais, eventos e fortalecimento de relacionamentos. Contudo, a elevação dos custos exige organização cuidadosa da agenda e acompanhamento rigoroso das políticas e despesas de cada deslocamento.

Em 2025, 74% dos viajantes corporativos entrevistados em 66 mercados afirmaram ter viajado tanto quanto ou mais do que no ano anterior, demonstrando que a demanda global permanece aquecida.

Tecnologia como aliada na gestão de viagens

Durante a GBTA Convention 2026, realizada em agosto em Chicago, foram destacados avanços em inteligência artificial, automação e análise de dados como ferramentas essenciais para otimizar a gestão de viagens corporativas. Essas tecnologias auxiliam na análise de tarifas, definição do momento ideal para compras e maior previsibilidade orçamentária.

Pedro Góes, CEO da Paytrack, empresa especializada em gestão integrada de viagens e despesas corporativas, ressalta que o crescimento dos gastos em ritmo superior ao volume de deslocamentos reflete pressões como alta dos combustíveis, custos da aviação e incertezas geopolíticas. Segundo ele, a resposta para esse cenário passa por planejamento, uso de dados e antecipação.

Na América Latina, a previsão é de 64 milhões de viagens corporativas em 2026, com crescimento de 1,5% no volume. Globalmente, a GBTA projeta que os gastos do setor alcancem US$ 2,06 trilhões até 2030.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 61 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar