Saúde do cérebro: por que começar a prevenção cedo
Estimular memória, atenção e raciocínio é essencial em todas as fases da vida
Cuidar da saúde do cérebro não deve ser uma preocupação exclusiva da terceira idade. A medicina preventiva tem ampliado seu foco para incluir hábitos que preservam a autonomia, a capacidade de aprender e a qualidade de vida em todas as fases da vida.
Além de uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono de qualidade e gerenciamento do estresse, a estimulação cognitiva ganha destaque. Essas atividades desafiam funções como memória, atenção, concentração, raciocínio e resolução de problemas, contribuindo para a saúde cerebral.
O cérebro também precisa de desafios
Patrícia Lessa, pedagoga e diretora pedagógica do Supera – Estimulação Cognitiva, explica que a prevenção vai além de evitar doenças. “Hoje, ela envolve criar condições para que a pessoa mantenha autonomia, capacidade de aprender, tomar decisões e preservar sua qualidade de vida durante o envelhecimento”, afirma.
Ela compara o cuidado com o cérebro ao fortalecimento muscular: “Assim como fortalecemos músculos por meio de exercícios físicos, o cérebro também responde positivamente quando é desafiado com atividades que exigem raciocínio, memória, atenção, concentração e resolução de problemas.” Essas práticas estimulam a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de criar e reorganizar conexões neurais ao longo da vida.
Resultados de pesquisa com idosos
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento (GNCC) avaliou idosos saudáveis que participavam do método Supera. A pesquisa identificou melhorias em funções cognitivas importantes, redução das queixas de memória e diminuição de sintomas depressivos, evidenciando o potencial da estimulação cognitiva para promover um envelhecimento mais ativo e saudável.
Prevenção e qualidade de vida
Estimular o cérebro não elimina completamente o risco de doenças nem substitui o acompanhamento médico, mas contribui para aumentar a reserva cognitiva e favorecer a independência funcional ao longo dos anos.
Patrícia Lessa ressalta: “Esperar surgirem dificuldades para começar a cuidar do cérebro é como esperar perder massa muscular para iniciar uma atividade física.” Incorporar atividades de aprendizagem, jogos de raciocínio, leitura e outras tarefas que tragam novidades pode ajudar a manter uma rotina mentalmente ativa, sem transformar a prevenção em uma obrigação.
O Supera é uma empresa educacional brasileira de estimulação cognitiva, fundada há 20 anos, com mais de 250 unidades em todo o país. Seu método é direcionado a crianças, adolescentes, adultos e idosos, oferecendo atividades variadas e adaptadas às diferentes faixas etárias.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



