Saúde mental materna: sinais que pedem atenção

Da gestação ao pós-parto, mudanças emocionais podem exigir acolhimento e acompanhamento profissional para proteger a mãe e fortalecer a família.

Quando um bebê nasce, a atenção de toda a família costuma se concentrar nele. Mas existe uma mulher atravessando mudanças profundas no corpo, na identidade, na rotina e nos relacionamentos: a mãe. Por isso, cuidar da saúde mental materna também faz parte do cuidado com o bebê e com toda a família.

A gestação, o parto e o pós-parto são períodos marcados por alterações físicas, hormonais, emocionais e sociais. Segundo a psiquiatra Dra. Bianca Bolonhezi, do Instituto Macabi, esse conjunto de transformações pode deixar a mulher mais vulnerável e torna o acolhimento especialmente importante.

Baby blues não é o mesmo que sofrimento persistente

Entre as alterações emocionais mais conhecidas está o chamado baby blues, que pode aparecer nos primeiros dias depois do parto. Maior sensibilidade, oscilações de humor, choro fácil e sensação de fragilidade emocional estão entre as características descritas pela especialista.

Esse quadro costuma estar relacionado às mudanças hormonais e à adaptação a uma nova realidade. Ainda assim, a tristeza e o cansaço não devem ser automaticamente tratados como algo “normal” ou sem importância.

“Nem todo sofrimento emocional no pós-parto deve ser minimizado ou atribuído apenas aos hormônios. Tristeza intensa, ansiedade persistente, sensação de incapacidade, culpa excessiva ou dificuldade de se conectar com o bebê são sinais que merecem atenção”, destaca Dra. Bianca.

Quais sinais merecem atenção?

Algumas manifestações indicam que pode ser necessário buscar acompanhamento profissional, especialmente quando são intensas, persistentes ou interferem na rotina. Entre os sinais citados no material estão:

  • tristeza intensa;
  • ansiedade persistente;
  • sensação de incapacidade;
  • culpa excessiva;
  • dificuldade de se conectar com o bebê.

A presença desses sinais não deve ser motivo de culpa ou vergonha. Ela indica que a mulher precisa ser escutada e receber suporte adequado. O acompanhamento profissional pode ajudar a compreender o que está acontecendo e a definir os cuidados necessários.

O cuidado começa ainda na gestação

A saúde mental perinatal não se limita ao período depois do nascimento. O material destaca que alterações emocionais podem surgir durante a gravidez e permanecer após o parto. A depressão perinatal, por exemplo, pode começar ainda na gestação.

“A maternidade é uma experiência transformadora, mas também pode ser um período de grande vulnerabilidade emocional. A mulher está passando por mudanças no corpo, na identidade, na rotina e nas relações. Por isso, ela também precisa ser acolhida e acompanhada”, afirma a psiquiatra.

Olhar para a mãe não diminui a importância do bebê. Ao contrário: amplia o cuidado para o vínculo, a dinâmica familiar e o desenvolvimento dessa nova fase. Como resume Dra. Bianca Bolonhezi, quando a saúde mental materna é cuidada, toda a família pode ser beneficiada.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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