Phil Rajzman celebra a vida e o legado entre gerações
Após tratar um linfoma não Hodgkin, surfista destaca paternidade e valores familiares
Para Phil Rajzman, o Dia dos Pais de 2026 tem um significado que vai além da simples comemoração em família. Após quase dois anos enfrentando um linfoma não Hodgkin, o tricampeão mundial de longboard concluiu o tratamento e passou a valorizar ainda mais a vida como sua maior vitória.
Com a saúde restabelecida, Phil intensifica os treinamentos para buscar, em 2027, a classificação para o Circuito Mundial, competição da qual participou por 25 anos. Paralelamente, dedica-se ao papel que considera mais importante: ser pai de Rafaela, de 19 anos, e Coral, de seis.
O que fica além das medalhas
Filho de Bernard Rajzman, medalhista olímpico de vôlei em 1984, Phil cresceu em um ambiente marcado pela disciplina, dedicação e respeito ao esporte. No entanto, foi ao se tornar pai que compreendeu a profundidade da responsabilidade de construir um legado.
“Hoje, celebrar o Dia dos Pais é celebrar a vida. Depois de tudo o que vivi, percebo ainda mais que os melhores presentes nunca foram materiais. São as viagens, uma trilha, uma conversa, uma onda surfada juntos. São essas lembranças que permanecem para sempre”, afirma Phil.
Rafaela nasceu em março de 2007, apenas dois meses antes de Phil se tornar o primeiro brasileiro campeão mundial de longboard pela World Surf League. A chegada da filha trouxe um novo propósito para sua carreira.
“A paternidade mudou completamente minha forma de enxergar a vida. Antes eu era totalmente focado na carreira. Quando minhas filhas nasceram, passei a pensar no futuro, em proporcionar oportunidades para elas e construir um legado”, conta o atleta.
Uma relação construída no exemplo e nas conversas
Rafaela, que cursa Engenharia de Produção na Universidade Federal Fluminense, destaca a admiração pelo homem por trás do atleta. Entre suas lembranças favoritas estão os longos “papos cabeça” à beira da piscina, sob o céu estrelado.
Durante o tratamento do pai, ela acompanhou de perto sua postura diante do câncer. “Vê-lo enfrentar o câncer com tanta força mental me mostrou que a maneira como escolhemos enfrentar esses momentos faz toda a diferença. Esse exemplo vou levar para a vida inteira”, afirma.
Com Coral, a conexão acontece especialmente no mar. Aos seis anos, a menina já acompanha o pai em trilhas, passeios de bicicleta e sessões de surfe. Para Phil, ensinar a filha a observar as ondas é também transmitir valores como humildade, respeito e paciência.
O legado da família Rajzman vai além dos títulos de Bernard no vôlei e dos três campeonatos mundiais de Phil no longboard. Ele se manifesta nas escolhas diárias, na coragem para recomeçar e nas memórias que atravessam gerações.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



