Reforma Tributária deve impactar preços e gestão de hotéis em 2027
ABIH-SP orienta hotelaria paulista a revisar tarifas, contratos e processos financeiros antes da transição
Em 4 de agosto de 2026, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (ABIH-SP) promoveu uma reunião estratégica no Hilton São Paulo Morumbi para debater os efeitos da Reforma Tributária sobre o setor hoteleiro. O encontro reuniu proprietários e profissionais das áreas financeira e comercial, com apresentação de especialistas da EY, Phelippe Grande e Caio Cunha, que detalharam as mudanças previstas no sistema tributário e os desafios para a transição ao novo modelo.
Impactos previstos para a hotelaria
Segundo os especialistas, a reforma deve afetar significativamente as margens dos hotéis, o fluxo de caixa e a complexidade operacional. A redução da capacidade de geração de créditos tributários, combinada ao aumento da carga tributária sobre a receita, pode pressionar os resultados financeiros dos empreendimentos, especialmente se os novos tributos não forem incorporados adequadamente na formação dos preços.
Adotar o preço líquido nas negociações
Uma recomendação central da ABIH-SP é que os meios de hospedagem passem a trabalhar com o conceito de preço líquido, substituindo a prática de negociar apenas o valor final da diária. Isso significa que os hotéis devem indicar claramente o valor líquido da hospedagem e destacar separadamente a incidência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Essa medida visa aumentar a transparência na composição das tarifas e evitar que os tributos sejam absorvidos integralmente pelos hotéis, comprometendo sua rentabilidade.
Essa mudança é especialmente oportuna neste momento, pois os hotéis já iniciam negociações de contratos, tarifas corporativas e cartas-acordo para 2027, ano em que as novas regras entram em vigor.
Preparação multidisciplinar e antecipada
A adaptação às novas regras exige alinhamento entre as áreas financeira, comercial, contábil, jurídica e de tecnologia. Será necessário revisar sistemas de reservas, contratos, propostas comerciais, canais de distribuição e processos de emissão de documentos fiscais.
Além disso, a ABIH-SP destaca a importância de realizar diagnósticos tributários, simulações financeiras e análises de impacto sobre preços, margens, contratos e fluxo de caixa antes da regulamentação definitiva. A relação com fornecedores e o aproveitamento dos créditos tributários também devem ser revisados, considerando o novo sistema de não cumulatividade e mecanismos como o split payment, que aumentam a necessidade de controle e integração de dados.
Contexto e importância da iniciativa
Embora algumas alíquotas e regras operacionais ainda estejam indefinidas, a comercialização de reservas e contratos para 2027 já está em andamento, o que torna urgente a preparação do setor. A ABIH-SP reforça que a reforma deve ser encarada como uma mudança estrutural que impacta precificação, negociação comercial, planejamento financeiro, tecnologia e competitividade da hotelaria paulista.
Essa iniciativa da ABIH-SP visa ampliar o acesso a informações qualificadas e apoiar os associados na tomada de decisões estratégicas diante desse cenário de transformação tributária.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



