Hepatites virais: 7 mitos e verdades essenciais para sua saúde
Hepatites B e C podem evoluir silenciosamente; entenda transmissão, vacinas disponíveis e teste gratuito pelo SUS
As hepatites virais são doenças que podem afetar gravemente o fígado, muitas vezes sem apresentar sintomas nas fases iniciais, especialmente nos casos das hepatites B e C. Essa característica silenciosa dificulta o diagnóstico precoce, o que pode levar a complicações graves como cirrose e câncer hepático.
O infectologista Dr. Vinícius Borges destaca que “nas hepatites B e C, quando o paciente finalmente manifesta algum sintoma, muitas vezes o quadro já progrediu para uma cirrose ou até mesmo para o câncer de fígado. Por isso, a testagem ativa é tão importante”.
1. Toda hepatite apresenta sintomas logo no início?
Mito. As hepatites B e C são consideradas infecções silenciosas, pois a maioria dos pacientes não apresenta sintomas nas fases iniciais. Sintomas como icterícia, urina escura e fadiga intensa geralmente aparecem na hepatite A aguda ou quando o fígado já está gravemente comprometido.
2. A hepatite C tem cura?
Verdade. O tratamento com antivirais de ação direta (DAA) possibilita a cura da hepatite C na maioria dos casos, com taxas de eficácia superiores a 95% em regimes de 12 a 24 semanas. Esses medicamentos são disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para adultos e crianças a partir de 3 anos, podendo o tratamento ser iniciado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
3. A hepatite só é transmitida por agulhas compartilhadas ou sexo?
Mito. A transmissão varia conforme o tipo de vírus:
- Hepatites A e E são transmitidas pela via fecal-oral, associada ao consumo de água ou alimentos contaminados.
- Hepatites B, C e D são transmitidas pelo contato com sangue, incluindo materiais perfurocortantes não esterilizados.
- Hepatite B também pode ser transmitida sexualmente e de mãe para filho.
- Hepatite D depende da presença do vírus B para infectar o organismo.
4. O vírus da hepatite pode sobreviver fora do corpo humano?
Verdade. O vírus da hepatite B pode permanecer ativo em superfícies secas por pelo menos sete dias, enquanto o vírus da hepatite C pode sobreviver até quatro dias fora do corpo, podendo resistir por semanas em ambientes fechados, como seringas. Isso reforça a importância da esterilização rigorosa em salões de beleza, estúdios de tatuagem e outros locais.
5. Existe vacina para todos os tipos de hepatite?
Mito. Ainda não há vacina contra a hepatite C. O SUS oferece vacinas eficazes contra a hepatite A (para crianças e grupos específicos) e contra a hepatite B (para toda a população). A vacinação contra o tipo B também protege contra a hepatite D.
6. Quem tem hepatite crônica corre risco de desenvolver câncer?
Verdade. A infecção crônica pelos vírus B e C pode causar cirrose e aumentar o risco de câncer de fígado. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) alerta que a agressão prolongada ao fígado favorece o surgimento de tumores malignos.
7. Quem já teve hepatite fica imune para sempre?
Mito. A imunidade é específica para cada tipo de vírus. Quem teve hepatite A desenvolve imunidade permanente contra esse vírus, mas não contra os tipos B ou C. Além disso, o corpo não cria anticorpos protetores duradouros contra a hepatite C, permitindo reinfecções.
Como realizar o teste
Os testes rápidos para hepatites B e C são gratuitos e sigilosos no SUS, com resultado em cerca de 30 minutos. A testagem é recomendada especialmente para pessoas com mais de 40 anos, quem recebeu transfusão de sangue antes de 1993 e quem frequenta locais sem garantia de esterilização adequada. Procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para realizar o exame.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



