Cooperativismo: um modelo que quer ser melhor para o mundo
Sustentabilidade, colaboração e impacto social já fazem parte da essência das cooperativas, segundo análise apresentada após evento em Florianópolis.
Em um momento em que empresas e organizações discutem como gerar impacto positivo, o cooperativismo surge com uma proposta que, embora antiga, ganhou nova urgência: promover o desenvolvimento coletivo. Essa reflexão foi apresentada por Maysse Paes Honorato, gerente de Marketing e Qualidade da Unicred União, após participar de um encontro sobre gestão e governança de cooperativas em Florianópolis.
O evento, promovido pela Ocesc e pelo Sescoop/SC, abordou temas como sustentabilidade, inovação, liderança, impacto social e futuro. Para Maysse, muitos dos conceitos apresentados como tendências já fazem parte da essência cooperativista há gerações.
De “melhor do mundo” a “melhor para o mundo”
Um dos pontos centrais do encontro foi a necessidade de repensar a lógica tradicional de sucesso. Em vez de buscar apenas ser a organização “melhor do mundo”, a proposta é trabalhar para ser “melhor para o mundo”, considerando as pessoas, as comunidades e os efeitos das decisões tomadas.
Essa ideia está alinhada aos princípios do cooperativismo, definidos em 1844, que combinam autonomia econômica, decisões coletivas e fortalecimento das comunidades — temas que hoje também permeiam as discussões sobre negócios responsáveis e desenvolvimento sustentável.
Durante o encontro, Paula Harraca, escritora e executiva da área de educação, citou Peter Drucker: “O maior perigo em tempos turbulentos não é a turbulência. É agir com a mesma lógica de ontem”. Essa reflexão sintetiza o desafio enfrentado por organizações de diversos setores: adaptar modelos, fortalecer conexões e encontrar novas formas de gerar valor.
Colaboração e confiança como caminhos
Participação, colaboração e confiança foram temas recorrentes. Embora muitas empresas busquem incorporar essas práticas em suas estratégias, elas já são parte integrante do funcionamento das cooperativas, segundo a análise.
Porém, isso não significa que o setor possa se acomodar. A transformação exige inovação e disposição para revisar formas de trabalhar, liderar e se relacionar. O cooperativismo possui experiência acumulada, mas precisa demonstrar como ela se traduz em resultados concretos.
O desafio de contar histórias reais
Para Maysse, um dos obstáculos está na comunicação. Historicamente, as cooperativas focaram suas mensagens em produtos, serviços, números e resultados. Embora importantes, esses dados não explicam completamente a razão de existir do modelo.
Ela defende que o setor conte histórias reais: de cooperados que tiraram projetos do papel, comunidades que se desenvolveram e pessoas que encontraram novas oportunidades por meio da cooperação. A tarefa é transformar indicadores em significado e resultados em impacto percebido.
Mais do que divulgar organizações, comunicar o cooperativismo pode ajudar a sociedade a compreender um modelo baseado no desenvolvimento coletivo. O desafio agora é fazer essa história chegar a mais pessoas e mostrar que o futuro discutido hoje já vem sendo construído há muito tempo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



