Aline Silva é homenageada com Prêmio Luiza Mahin 2026 por promoção da igualdade racial

Atleta e fundadora da Mempodera foi reconhecida por seu trabalho com meninas negras no esporte e na educação

Aline Silva, atleta olímpica de wrestling e fundadora da organização social Mempodera, foi uma das sete mulheres homenageadas com o Prêmio Luiza Mahin – Edição 2026. A premiação, concedida pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) de São Paulo, reconhece mulheres que se destacam na valorização da cultura negra, promoção da igualdade racial, inclusão social e enfrentamento ao racismo.

A cerimônia ocorreu na sexta-feira, 24 de julho, na Galeria Olido, no centro da capital paulista. A premiação é realizada anualmente em celebração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho, e homenageia trajetórias que fortalecem a cidadania, justiça social e equidade racial.

Esporte e educação como ferramentas de transformação

À frente da Mempodera, fundada em 2018, Aline Silva lidera projetos que oferecem gratuitamente atividades de wrestling e inglês introdutório para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, com prioridade para meninas, especialmente negras e em situação de vulnerabilidade. As ações são realizadas em escolas públicas nas cidades de Cubatão e Pedro de Toledo (SP) e São Luís (MA).

O objetivo da organização é fortalecer a autoestima, ampliar o conhecimento sobre direitos e promover a igualdade de gênero por meio do esporte e da educação. Desde sua criação, mais de 900 crianças e adolescentes já participaram dos projetos da Mempodera.

A trajetória de Aline Silva inspira o trabalho da organização. Crescida na periferia, ela é a única brasileira medalhista em um Campeonato Mundial de Wrestling e utiliza sua experiência para ampliar oportunidades e incentivar meninas a sonharem com um futuro de mais possibilidades.

“Ficamos muito felizes pela premiação. É um reconhecimento do trabalho em conjunto que fazemos, não é sobre mim, é sobre o nosso time”, afirmou Aline Silva.

O legado de Luiza Mahin

O prêmio leva o nome de Luiza Mahin, africana escravizada que se tornou símbolo da resistência negra no Brasil por sua participação em levantes contra a escravidão no século XIX. Mãe do abolicionista Luiz Gama, Luiza Mahin teve seu nome inscrito no Livro de Aço dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Desde 2007, o Prêmio Luiza Mahin é entregue a mulheres indicadas por organizações dos movimentos negro e de mulheres, reconhecendo suas contribuições para a promoção da igualdade racial, inclusão social e valorização da cultura afro-brasileira.

Ao destacar Aline Silva, a edição de 2026 ressalta a importância de projetos esportivos e educacionais para o empoderamento de meninas negras e a superação de barreiras sociais.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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