Coluna lidera afastamentos; burnout tem maior duração, revela levantamento

Dados da VR mostram impacto de dores musculoesqueléticas e saúde mental no trabalho

Problemas na coluna foram responsáveis por 65,4% dos 5.643 afastamentos associados a acidentes de trabalho registrados entre janeiro de 2022 e julho de 2026, segundo levantamento da VR. No total, esses casos somaram 36.708 dias de ausência, e os dados também destacam a duração dos afastamentos relacionados à saúde mental.

A análise considerou atestados médicos de trabalhadores de mais de 75 mil empresas-clientes que utilizam as soluções de RH digital da VR. A identificação dos casos foi feita a partir de códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID) associados a acidentes de trabalho.

Dor na coluna concentra a maioria dos registros

Após os problemas na coluna, as condições que afetam tendões, ombros e tecidos moles responderam por 24,7% das ocorrências. Embora liderem em volume, os problemas na coluna somaram 16.001 dias de afastamento, com média de 4,3 dias por caso.

Já o grupo relacionado a tendões, ombros e tecidos moles teve média de 9,1 dias por afastamento — mais que o dobro da média observada nos casos de coluna. Isso evidencia que a quantidade de registros não é o único indicador do impacto sobre a rotina profissional.

Burnout apresenta maior duração média

Condições ligadas a estresse, adaptação, exaustão e burnout representaram 6,3% dos registros, com 354 ocorrências. Apesar de menos frequentes, responderam por 14,9% dos dias de ausência, com média de 15,4 dias afastados por caso.

Entre esses diagnósticos, o burnout teve a maior duração média: 34 dias. O levantamento também aponta que 3,4% dos afastamentos ultrapassaram 30 dias, concentrando 48,9% das ausências totais registradas na base.

Por outro lado, a maioria dos atestados gerou até três dias de afastamento, correspondendo a 19,3% do total de dias de ausência.

São Paulo concentra maior número de registros

São Paulo concentrou 26% das ocorrências e 25% dos dias de afastamento analisados. Minas Gerais apareceu em seguida, com 8,9% dos casos e 8,4% dos dias. Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina também figuraram entre os estados com maior volume de registros.

Por setor econômico, comércio e reparação de veículos lideraram, com 1.192 ocorrências e 7.072 dias de afastamento. Construção, atividades administrativas e serviços complementares e indústrias de transformação completaram a lista dos setores com mais registros.

Os resultados foram divulgados no contexto do Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, celebrado em 27 de julho, e refletem a crescente atenção à gestão dos riscos psicossociais nas empresas. Segundo Willian Gil, diretor-executivo da VR, a análise inteligente de dados sobre adoecimento permite antecipar riscos e tomar decisões que impactam produtividade, retenção de talentos e continuidade das operações.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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