Empreendedorismo feminino bate recorde, mas crescer é o desafio
Mais de 2 milhões de pequenos negócios liderados por mulheres foram abertos em 2025, aponta Sebrae
O empreendedorismo feminino no Brasil alcançou um marco histórico em 2025, com mais de 2 milhões de pequenos negócios abertos por mulheres, o que corresponde a cerca de 42% do total de novas empresas no país. Esse número representa um aumento de 320 mil em relação ao ano anterior, segundo levantamento do Sebrae baseado em dados da Receita Federal.
Esse crescimento expressivo não apenas destaca a força das mulheres no cenário empresarial, mas também muda o foco do debate: de incentivar a abertura de negócios para garantir que essas empresas tenham condições de crescer, inovar e se manter competitivas no mercado.
Avanço na indústria
Um dado relevante do levantamento é que, pela primeira vez, a maior participação feminina entre as novas empresas foi registrada no setor industrial, onde as mulheres foram responsáveis por 45% das aberturas.
Esse contexto será tema do painel “Quando empreender deixa de ser apenas sobreviver”, que ocorrerá em 4 de agosto de 2026, durante o Summit Mulheres nas Profissões, promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, presidido por Luiza Trajano, em São Paulo.
A presidente do CMEC Mulher (Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura), Ana Claudia Badra Cotait, destaca a mudança no desafio enfrentado pelas empreendedoras. “Durante muitos anos, o maior desafio era incentivar as mulheres a empreender. Hoje, o desafio é outro: garantir acesso a crédito, mercados, informação qualificada e redes estratégicas para que esses negócios cresçam e se tornem empresas mais competitivas e sustentáveis”, afirma.
Desafios para o crescimento
O Brasil também figura entre os países mais empreendedores do mundo, segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM Brasil 2024), que aponta que 33,4% da população adulta está envolvida na criação ou gestão de um negócio.
No entanto, a formalização é apenas o primeiro passo. Para muitas mulheres, o crescimento dos negócios depende do acesso a financiamento, clientes, informações confiáveis e conexões que possam abrir novas oportunidades.
Ana Claudia ressalta a importância de políticas públicas e iniciativas que ampliem o apoio, a qualificação e a articulação empresarial. “O Brasil avançou na criação de empresas lideradas por mulheres. Agora precisamos garantir que essas empresas tenham condições de crescer, gerar empregos, inovar e competir em igualdade de oportunidades”, destaca.
Experiências diversas no debate
Além de Ana Claudia, o painel contará com a participação de Rejane Santos, liderança comunitária em Paraisópolis e referência em empregabilidade e inclusão produtiva, e Juliana Farah, produtora rural atuante em São Paulo e Mato Grosso e integrante do movimento Semeadoras do Agro. A mediação será feita por Georgia Nunes, gerente da Unidade de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae Nacional.
O CMEC Mulher reúne mais de 950 Conselhos da Mulher Empreendedora, está presente em mais de 1.000 municípios brasileiros e promove cerca de 1.500 eventos anuais de capacitação, networking e fomento ao empreendedorismo. A entidade busca conectar empreendedoras a conhecimento, oportunidades de negócios e redes de apoio para fortalecer o crescimento sustentável dessas empresas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



