Lancheira saudável: 6 dicas para variar o cardápio infantil

Combinar frutas, proteínas e carboidratos pode deixar a lancheira mais nutritiva, atrativa e prática para a rotina escolar.

Montar a lancheira das crianças todos os dias pode ser um desafio, especialmente quando biscoitos, bolos e sucos ultraprocessados parecem as opções mais práticas. A proposta, porém, não precisa ser complicada: combinar diferentes grupos alimentares e variar os itens ao longo da semana ajuda a tornar o lanche mais nutritivo e interessante para os pequenos.

Dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mostram que os ultraprocessados representam cerca de 20% das calorias consumidas por menores de dois anos e aproximadamente 30% entre crianças de 2 a 5 anos.

O que uma lancheira equilibrada deve ter?

Segundo a nutricionista Patrícia Ruffo, gerente científica da Divisão Nutricional da Abbott, uma combinação básica pode incluir água, uma fruta, uma fonte de carboidrato e uma fonte de proteína. A ideia é reunir alimentos de grupos diferentes, como frutas, vegetais, grãos, leite e derivados.

O planejamento também pode ajudar a reduzir escolhas repetitivas e facilitar a rotina de quem prepara os lanches. Envolver a criança na seleção dos alimentos é outra estratégia para aumentar a aceitação, desde que sejam oferecidas opções que ela já conheça.

6 dicas para montar o lanche escolar

  1. Combine grupos alimentares: inclua uma bebida, uma fruta, um carboidrato e uma fonte de proteína sempre que possível.
  2. Priorize a água: água de coco, chás e sucos naturais também aparecem entre as opções citadas no material. Recipientes térmicos podem ajudar na conservação da bebida.
  3. Facilite o consumo das frutas: deixar as frutas cortadas e descascadas pode tornar o alimento mais convidativo para a criança.
  4. Varie os pães: pão francês, de forma e de milho são algumas alternativas. O recheio deve ser escolhido com atenção, e patês caseiros são mencionados como opção.
  5. Inclua petiscos: frutas desidratadas, mix de castanhas e cereais sem açúcar podem entrar em potes fechados ou saquinhos próprios.
  6. Organize a semana antes: definir os lanches antecipadamente ajuda a distribuir melhor as opções e a evitar excessos de produtos ultraprocessados.

Suplemento não é regra

O material também cita a suplementação oral infantil como uma possibilidade para crianças que rejeitam grupos alimentares ou apresentam altura ou peso abaixo da média para a idade. No entanto, a recomendação é que essa decisão seja tomada com acompanhamento de pediatra ou nutricionista, após avaliação do histórico e, quando necessário, de exames.

Além da alimentação, a nutricionista Patrícia Ruffo destaca a importância de incentivar as crianças a serem ativas, praticarem exercícios físicos regularmente e terem contato com atividades ao ar livre. Assim, a lancheira passa a fazer parte de uma rotina de cuidados mais ampla, sem precisar ser perfeita todos os dias.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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