Aos 60+, novos repórteres fazem jornalismo na Pinacoteca
Turma do Repórter 60+ fará apuração de campo em São Paulo e reunirá seis reportagens em um livro-reportagem coletivo.
Aprender jornalismo também pode ser uma forma de ocupar novos espaços, trocar experiências e mostrar que a idade não limita a produção de conhecimento. Na quarta-feira, 5 de agosto, 25 participantes da sétima edição do Repórter 60+ deixarão a sala de aula para fazer uma apuração em campo na Pinacoteca de São Paulo.
A atividade será o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da turma e vai reproduzir etapas da rotina jornalística: pesquisa, construção de perguntas, entrevistas, checagem de informações e produção de reportagens. O resultado será um livro-reportagem coletivo, escrito pelos próprios participantes.
Seis pautas sobre cultura, cidade e longevidade
Divididos em equipes, os alunos chegarão ao museu com pesquisas prévias e pautas definidas. A Pinacoteca disponibilizará profissionais de diferentes áreas para responder às entrevistas e apoiar a apuração dos grupos.
Ao todo, serão produzidas seis reportagens, com temas que conectam patrimônio cultural, arquitetura e participação social:
- a história da Pinacoteca;
- a programação voltada ao público infantil;
- a arquitetura do museu;
- a relação da instituição com o bairro da Luz;
- como é construída a programação cultural;
- a presença e a participação do público 60+ na Pinacoteca.
Além dos profissionais do museu, a atividade terá o acompanhamento de quatro professoras e duas supervisoras do curso. Na semana seguinte, os participantes voltarão à sala de aula para organizar o material, discutir a apuração e redigir os textos com orientação da equipe docente.
Formação para além da sala de aula
O Repórter 60+ é um curso livre e gratuito criado pela Dínamo Editora e pelos Centros Etievan, com apoio do Conselho Estadual do Idoso de São Paulo, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado.
A formação é composta por 12 aulas presenciais semanais, com quatro horas de duração. O conteúdo inclui produção de texto, técnicas de entrevista, checagem de informações, ética jornalística, fake news, inteligência artificial, redes sociais e linguagens digitais.
Para Lilian Liang, idealizadora e coordenadora do projeto, a experiência prática é essencial para que os alunos reconheçam sua capacidade de produzir informação. “O jornalismo se aprende fazendo. É no contato com as fontes, na construção das perguntas e na apuração em campo que os alunos descobrem que são capazes de produzir informação de qualidade”, afirma.
A proposta também amplia o debate sobre envelhecimento ativo e participação de pessoas com mais de 60 anos na comunicação. Ao transformar o TCC em publicação, a turma registra diferentes olhares sobre um dos principais museus do país e sobre a própria cidade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



