85% dos pais brasileiros temem uso da IA para criar imagens falsas dos filhos
Pesquisa da Norton destaca preocupações com chats de jogos, redes sociais e identidades digitais falsas
A inteligência artificial (IA) tem gerado novas preocupações para pais e responsáveis no Brasil: 85% deles temem que essa tecnologia seja usada para criar imagens ou conversas falsas envolvendo seus filhos. Esse dado é parte do relatório Norton Insights: Connected Kids, resultado de um estudo online realizado pela Norton, marca da Gen, com 1.000 adultos brasileiros entre 29 de maio e 12 de junho de 2026.
O estudo, que considera “pais” como aqueles responsáveis por crianças menores de 18 anos, mostra que, embora 89% dos pais se sintam confortáveis para conversar com os filhos sobre os riscos do ambiente online, 49% não confiam que eles consigam distinguir um conteúdo gerado por IA de um conteúdo real.
Medidas adotadas e receios persistentes
Apesar de 59% dos pais já terem adotado medidas para reduzir riscos relacionados à IA — como restringir o uso de aplicativos, monitorar atividades online e dialogar especificamente sobre a tecnologia — o receio permanece elevado, especialmente diante da possibilidade de manipulação de fotos, falsificação de identidades e criação de diálogos falsos.
Iskander Sanchez-Rola, Diretor Sênior de IA e Inovação na Norton, destaca que “os pais passaram anos ensinando seus filhos a reconhecer estranhos na internet, mas a IA muda a natureza do que significa ‘perigo’ no ambiente online”. Ele ressalta que os riscos incluem desde o uso indevido e alteração de fotos até bots de IA que se passam por fontes confiáveis.
Riscos em chats de jogos e outras plataformas
As salas de bate-papo online são apontadas por 20% dos pais como o ambiente que mais os preocupa, seguidas pelo Discord (18%) e jogos online (15%), superando o TikTok (11%). Entre os 67% dos pais cujos filhos jogam online com chat, 61% relatam que seus filhos conversaram com desconhecidos por texto ou voz, 33% receberam mensagens inadequadas ou ofensivas, e 29% foram incentivados a deixar o jogo para continuar a conversa em outra plataforma.
Sanchez-Rola alerta que essa migração para aplicativos privados pode dificultar o acompanhamento dos responsáveis, pois as crianças podem não reconhecer esses pedidos como sinais de alerta ou sentir necessidade de relatar o ocorrido.
Confiança dos pais e exposição das crianças
O estudo revela uma tensão entre a confiança dos pais e os comportamentos das crianças: 40% usam dispositivos após o horário combinado, 22% acessam plataformas que os pais acreditavam ter bloqueado, 13% compartilham informações pessoais com desconhecidos e 14% assistem a conteúdo explícito.
Para a Norton, a conversa sobre segurança digital deve evoluir para incluir pensamento crítico, imagens geradas por IA, perfis falsos e relacionamentos online. A empresa lançou o recurso educacional “The Bots & The Bees”, que oferece orientações e materiais para apoiar as famílias nesse diálogo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



