Terapia gênica transforma medicina e desafia Brasil a avançar

Tratamentos que atuam na origem de doenças avançam, mas o país precisa ampliar acesso seguro

A medicina está passando por uma transformação significativa ao deixar de focar apenas no controle dos sintomas para atuar diretamente nas causas genéticas de algumas doenças. A terapia gênica, que já apresenta aplicações em doenças genéticas raras e na oncologia, exemplifica essa mudança ao buscar corrigir ou modular alterações genéticas responsáveis pelo desenvolvimento das condições.

Essa abordagem inovadora inclui tratamentos que fornecem cópias funcionais de genes ou modificam seu funcionamento. Um exemplo notável é a terapia celular com células CAR-T, na qual células de defesa do próprio paciente são geneticamente modificadas para reconhecer e combater o câncer, oferecendo novas opções para pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais.

Funcionamento da terapia gênica

O objetivo da terapia gênica é interferir diretamente na causa das doenças, atuando sobre os mecanismos genéticos envolvidos. As estratégias variam conforme a doença e a tecnologia empregada, mas todas buscam corrigir ou modular as alterações genéticas que levam ao desenvolvimento da condição.

Segundo o acadêmico Marcelo Morales, membro da Academia Nacional de Medicina (ANM), “a terapia gênica representa uma das maiores transformações da medicina moderna. Durante décadas, os tratamentos focaram em controlar sintomas ou retardar a evolução das doenças. Hoje, em muitas situações, é possível atuar diretamente na sua causa, corrigindo ou modulando alterações genéticas responsáveis pelo seu desenvolvimento.”

Desafios para o Brasil

O Brasil conta com pesquisadores de excelência, produção científica relevante e redes dedicadas ao desenvolvimento de terapias avançadas, como o INCT de Terapia Gênica (INTERGEN) e o INATEC – Instituto Nacional de Tecnologias Avançadas em Diagnóstico e Prognóstico de Doenças Crônicas e Negligenciadas, ambos criados pelo CNPq.

O grande desafio é transformar esse conhecimento em tratamentos disponíveis para a população. Isso requer investimentos contínuos em ciência, inovação e infraestrutura, além da integração entre universidades, institutos de pesquisa, hospitais, centros tecnológicos, empresas e órgãos reguladores.

Marcelo Morales destaca que “o Brasil já possui pesquisas pré-clínicas altamente promissoras e aplicações clínicas em áreas como a terapia celular e a terapia gênica, mas é necessário ampliar os investimentos para acelerar essa transição, permitindo que mais tecnologias avancem para os estudos clínicos, cumpram todas as etapas regulatórias da Anvisa e cheguem, com segurança e eficácia, aos pacientes.”

Debate sobre o futuro da terapia gênica no país

O avanço da terapia gênica e o desenvolvimento de tecnologias nacionais serão temas de uma sessão pública promovida pela Academia Nacional de Medicina. O encontro reunirá especialistas para discutir os caminhos que podem ampliar a segurança, eficácia e o acesso a essas terapias inovadoras no Brasil.

A discussão também aborda a necessidade de reduzir a dependência tecnológica do país, fortalecendo a capacidade nacional de transformar conhecimento científico em soluções que atendam às necessidades dos pacientes e ampliem a participação brasileira em uma das áreas mais inovadoras da medicina.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 75 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar