Adesivo hormonal e o ‘bumbum triste’ na menopausa: o que esperar?
Reposição hormonal pode aliviar sintomas do climatério, mas não trata sozinha flacidez e celulite nos glúteos
Durante a menopausa, além dos sintomas clássicos como ondas de calor, alterações no sono e mudanças de humor, muitas mulheres notam transformações no contorno corporal, especialmente nos glúteos. A perda de firmeza, redução de volume e piora da celulite nessa região têm sido popularmente chamadas de “bumbum triste”.
Uma dúvida comum é se o adesivo hormonal, utilizado para reposição de estradiol, pode ajudar a recuperar o formato e a aparência dos glúteos. A médica Danuza Alves, diretora médica da Clínica Leger de Porto Alegre e especialista em harmonização glútea, esclarece que o adesivo libera estradiol gradualmente pela pele e pode aliviar sintomas relacionados à queda hormonal quando há indicação médica. No entanto, ele não é capaz de tratar sozinho as alterações estruturais da região.
O papel do adesivo hormonal
A queda do estrogênio na menopausa contribui para a redução do colágeno, diminuição da elasticidade da pele e mudanças na distribuição de gordura e massa muscular. O adesivo hormonal pode melhorar vários sintomas do climatério, mas, segundo Danuza Alves, não corrige isoladamente a flacidez, a perda de volume ou as depressões causadas pela celulite.
“É fundamental identificar o que realmente mudou no corpo antes de definir o tratamento”, destaca a médica.
Fatores além dos hormônios
O chamado “bumbum triste” não está ligado apenas à queda hormonal. Envelhecimento natural, genética, sedentarismo, oscilações de peso e perda de massa muscular também influenciam o formato dos glúteos e a aparência da celulite. Por isso, mesmo mulheres com reposição hormonal adequada podem continuar incomodadas com a região.
Importância da avaliação individualizada
Para definir a melhor abordagem, é necessário avaliar a qualidade da pele, o volume, a musculatura, a flacidez e as irregularidades causadas pela celulite. Dependendo do caso, o tratamento pode incluir fortalecimento muscular, acompanhamento nutricional ou procedimentos específicos para melhorar o contorno e a textura da pele.
Além disso, o adesivo hormonal não deve ser iniciado ou substituído por outras formas de reposição, como gel, comprimido ou implante, sem orientação médica, pois cada apresentação possui características próprias de absorção, dose e indicação.
“O hormônio pode melhorar muito a qualidade de vida quando bem indicado, mas não resolve automaticamente todas as transformações do corpo. A paciente precisa entender se a queixa é hormonal, muscular, estrutural ou relacionada à pele para receber uma indicação adequada”, conclui Danuza Alves.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



