Insuficiência cardíaca: 6 sinais que merecem atenção

Cansaço, falta de ar e inchaço podem indicar insuficiência cardíaca, condição que afeta cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil.

Nem todo cansaço é apenas consequência de uma rotina intensa. Quando ele aparece junto com falta de ar, perda de fôlego ou inchaço persistente, pode ser um sinal de insuficiência cardíaca — condição séria e progressiva que interfere na respiração, na disposição e na qualidade de vida.

Segundo dados apresentados pela cardiologista Carolina Casadei, cerca de 2 milhões de pessoas convivem com insuficiência cardíaca no Brasil, e aproximadamente 240 mil novos casos surgem por ano. A especialista atua no Setor de Disfunção Ventricular e Transplante Cardíaco e tem subespecialização na área.

Quais sinais devem ser observados?

A insuficiência cardíaca acontece quando o coração tem dificuldade para bombear sangue na quantidade necessária para o organismo. Os sintomas podem surgir aos poucos e acabar sendo associados à idade, ao sedentarismo ou a outras condições.

  • Cansaço fora do habitual;
  • Falta de ar durante esforços;
  • Perda de fôlego ao subir uma ladeira ou escadas;
  • Despertares durante a noite por falta de ar;
  • Inchaço nas pernas;
  • Aumento do volume da barriga.

Isoladamente, esses sinais não confirmam a doença. Mas, quando aparecem de forma persistente ou combinada, merecem investigação médica. Reconhecer o conjunto mais cedo abre espaço para um cuidado mais efetivo e pode ajudar a evitar a evolução do quadro.

Por que a doença exige acompanhamento contínuo?

A insuficiência cardíaca ganhou importância com o envelhecimento da população e também com o avanço da medicina. Mais pessoas sobrevivem a infartos e vivem por mais tempo com pressão alta, diabetes e doença renal, fatores que podem contribuir para o surgimento da condição.

O registro brasileiro BREATHE apontou mortalidade de 27,7% em 12 meses e frequência de readmissões em 90 dias e ao longo de um ano. Os dados reforçam que o cuidado não termina no diagnóstico: acompanhamento, tratamento e adesão às orientações da equipe de saúde são fundamentais.

Tratamento evoluiu, mas prevenção continua importante

De acordo com o artigo da cardiologista, existem quatro grupos principais de medicamentos para muitos pacientes, especialmente quando o coração perdeu parte importante da força de bombeamento. Esses remédios podem proteger o coração, reduzir internações e aumentar a chance de viver mais.

A médica também chama atenção para situações que podem afetar o coração, como alguns tratamentos contra o câncer e o uso indevido de anabolizantes. Por isso, sintomas persistentes não devem ser normalizados. Informação, avaliação adequada e cuidado contínuo são caminhos importantes para preservar a qualidade de vida.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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