Sangue nas fezes: quando buscar ajuda médica
Sintoma é associado ao câncer colorretal, mas quase metade dos que o relatam demora a procurar atendimento
Ver sangue nas fezes costuma causar preocupação e não deve ser ignorado. Embora a maioria dos brasileiros associe esse sintoma a um problema grave de saúde, quase metade das pessoas que o relatam demora a procurar atendimento médico, conforme dados da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
O câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais comum entre homens e mulheres no Brasil. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam cerca de 45 mil novos casos por ano. A doença afeta o intestino grosso, composto pelo cólon, e o reto, que é a parte final do sistema digestivo.
Sintomas que merecem atenção
Além do sangue nas fezes, outros sinais que indicam a necessidade de avaliação médica incluem:
- desconforto ou dor abdominal;
- cólicas frequentes;
- perda de peso sem causa aparente;
- mudanças persistentes no funcionamento do intestino.
É importante destacar que o sangue nas fezes pode ter causas não cancerígenas, como hemorroidas e úlceras. Por isso, observar o sintoma e buscar orientação profissional é fundamental para um diagnóstico correto.
Preocupação com casos em pessoas jovens
Fatores como envelhecimento e predisposição genética estão associados ao câncer colorretal. Além disso, hábitos de vida como sedentarismo, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool e alimentação inadequada aumentam o risco da doença.
Um dado preocupante é o aumento da incidência em pessoas com menos de 50 anos. No estado de São Paulo, a detecção nessa faixa etária cresceu quase 3% ao ano entre 2000 e 2023.
Exames para detecção precoce
Exames como o teste imunoquímico fecal, análise de DNA das fezes, colonoscopia, colonoscopia virtual e sigmoidoscopia flexível podem identificar alterações no intestino antes do surgimento dos sintomas.
A colonoscopia permite examinar o cólon e o reto e, se necessário, coletar amostras para biópsia. Recomenda-se que pessoas a partir dos 45 anos ou com histórico familiar realizem o exame conforme orientação médica. Quando não há alterações, o intervalo entre exames costuma ser de dez anos, mas a presença de pólipos ou outras alterações pode exigir acompanhamento mais frequente.
“A adoção de hábitos saudáveis é uma das principais formas de reduzir o risco de câncer colorretal”, explica Raphael Brandão, coordenador de oncologia da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. Ele destaca a importância de uma alimentação rica em fibras, frutas, verduras, legumes e cereais integrais, além de evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.
O diagnóstico precoce amplia as chances de cura. Por isso, ao notar sangue nas fezes ou sintomas persistentes, é fundamental buscar avaliação médica.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



