Projeto Ginga transforma cadeiras em arte colecionável

Iniciativa une design brasileiro, arte contemporânea e apoio cultural a crianças e jovens atendidos pelo Instituto Hatus

Imagine trocar a “roupa” de uma cadeira e, ao mesmo tempo, levar para casa uma obra de arte. Essa é a proposta do Projeto Ginga, iniciativa que transforma as capas intercambiáveis da Cadeira Bossa Nova em suportes para arte contemporânea — com uma dimensão social ligada ao Instituto Hatus.

A primeira edição reúne trabalhos dos artistas Estela Sokol e Rafael Alonso, sob curadoria de Fabio Szwarcwald, à frente da A-PONTE. A coleção será apresentada em 4 de agosto de 2026, na Fahrer, em São Paulo.

Uma cadeira que também funciona como galeria

O projeto parte de uma ideia simples: aproximar o design autoral da arte e fazer com que a sala de estar se torne um espaço expositivo em constante transformação. As obras são aplicadas nas capas das cadeiras, que podem ser trocadas de acordo com o ambiente, o momento ou o estilo de quem usa.

Na edição de estreia, cada artista desenvolveu entre duas e três cadeiras. Ao todo, são cinco modelos da Cadeira Bossa Nova e dois da Bossinha, a versão infantil da peça. Todas as unidades são numeradas, e a coleção principal terá limite de 150 exemplares. A Bossinha será produzida conforme a demanda.

Arte com impacto social

Além do caráter colecionável, o Projeto Ginga prevê a reversão de parte do valor arrecadado ao Instituto Hatus. A organização sem fins lucrativos, sediada em Osasco (SP), utiliza a música como ferramenta de desenvolvimento social e intelectual de crianças e adolescentes.

O instituto oferece educação musical gratuita, alimentação e apoio ao transporte para alunos da rede pública. A proposta é ampliar o acesso à cultura e apoiar os estudantes no contraturno escolar.

“Quando a arte, o design e a responsabilidade social caminham juntos, todos saem fortalecidos. Ao mesmo tempo em que essa iniciativa evidencia o compromisso social dos artistas envolvidos, ela também amplia o acesso de crianças e jovens a experiências culturais que despertam sonhos e fortalecem a ideia de que a arte tem o poder de transformar vidas”, afirma Bruna Lucchesi, embaixadora do Instituto Hatus.

Quem participa da primeira edição

Estela Sokol pesquisa cor e luz, combinando materiais como cera de abelha, concreto, resina e latão. Rafael Alonso, artista e professor da Escola de Belas Artes da UFRJ, explora cor, gesto e espaço a partir de situações do cotidiano.

Para Fabio Szwarcwald, a coleção foi pensada para se renovar: “O Ginga nasce para não ficar parado: a cada nova curadoria, a coleção se reinventa e a arte volta a circular por espaços que, normalmente, ela não ocupa. É o design que se transforma em plataforma cultural e em ferramenta de transformação social”.

Serviço: lançamento do Projeto Ginga em 4 de agosto de 2026, na Fahrer, Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1753, Jardim Paulistano, São Paulo.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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