Agosto Dourado destaca valor do leite materno e rede brasileira de bancos de leite
Brasil possui a maior rede mundial de bancos de leite humano, beneficiando milhões de recém-nascidos prematuros
Para um recém-nascido prematuro, um único mililitro de leite materno pode representar uma refeição completa e ser decisivo para a recuperação e alta hospitalar. No Agosto Dourado, mês dedicado à promoção do aleitamento materno, o Brasil celebra essa potência concentrada em pequenas quantidades, destacando sua posição como detentor da maior rede de bancos de leite humano do mundo.
O leite materno é uma substância viva, que se adapta às necessidades da criança ao longo do tempo, fornecendo nutrição personalizada, proteção contra infecções e fortalecendo o vínculo afetivo entre mãe e bebê. Além disso, a amamentação traz benefícios para a saúde da mulher.
Importância do leite materno
Segundo a neonatologista e especialista em amamentação Dra. Clery Gallacci, o leite materno vai além de alimento: “É, ao mesmo tempo, alimento, vacina, proteção e a primeira forma de acolhimento do bebê”. Ela destaca que o apoio à mãe é fundamental, pois “amamentar é natural, mas nem sempre é simples, e cada mãe vive esse momento de um jeito”.
Esse suporte começa no pré-natal e é reforçado nos primeiros minutos após o nascimento, período conhecido como “hora de ouro”. Práticas como o contato pele a pele, alojamento conjunto, orientação profissional e apoio em casa e no trabalho são essenciais para o sucesso da amamentação.
Rede brasileira de bancos de leite
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil possui 239 bancos de leite humano e 261 postos de coleta distribuídos por todos os estados. Entre 2020 e 2025, 3,6 milhões de mães doadoras contribuíram com mais de 4,2 milhões de litros de leite, beneficiando 4,1 milhões de recém-nascidos prematuros e de baixo peso.
O modelo brasileiro combina baixo custo, alta tecnologia e cuidado humanizado, sendo referência para países da América Latina, África e Europa. A doação não exige grandes volumes; mesmo pequenas quantidades podem fazer diferença para bebês em terapia intensiva neonatal, desde que respeitados os critérios de segurança.
Panorama da amamentação no Brasil
Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019), 96,2% das crianças brasileiras foram amamentadas alguma vez. Mais de 60% dos bebês receberam leite materno na primeira hora de vida, e o aleitamento exclusivo até os seis meses aumentou de 4,7% em 1986 para 45,8%, caminhando para a meta de 70% até 2030.
O tema do Agosto Dourado 2026, “Fortalecer o que funciona”, reforça a importância de práticas comprovadas, como o contato precoce, o apoio no pré-natal, os bancos de leite e uma rede de suporte adequada para que mais mulheres vivenciem a amamentação com tranquilidade e prazer.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



