Vai viajar? Evite 5 erros comuns ao deixar seu cachorro com cuidador

Mudanças bruscas na rotina podem aumentar o estresse dos cães; veja como preparar a separação para uma hospedagem mais tranquila

Viajar nas férias envolve mais do que apenas decidir onde o cachorro ficará. Para o animal, a ausência da família representa uma mudança repentina de pessoas, cheiros, horários e ambiente, o que pode afetar seu bem-estar emocional.

Um estudo publicado em 2025 na revista científica Behavioural Processes, conduzido com 795 cães brasileiros por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), apontou que ficar sozinho está entre os principais gatilhos de ansiedade para os cães, ao lado de fogos de artifício e mudanças de ambiente. Entre os sinais mais comuns de estresse estão vocalizações excessivas, hiperalerta e comportamentos destrutivos.

Beatriz França, especialista em comportamento animal e fundadora da Creche Escola BFA, no Brasil, e da PETland BFA, em Miami, destaca que o maior erro dos tutores é encarar a viagem apenas como uma questão logística.

“Quando a família viaja, a rotina do cachorro pode mudar completamente de um dia para o outro. Ele deixa de conviver com as pessoas de referência, passa a dormir em outro ambiente, encontra cheiros diferentes e, muitas vezes, convive com pessoas que nunca viu antes. Para nós, é apenas uma viagem temporária, mas o animal não entende esse contexto. O que ele percebe é uma mudança brusca naquilo que lhe transmite segurança. Quanto mais previsível for essa transição, menores tendem a ser os impactos emocionais”, explica.

5 erros comuns antes de viajar

1. Escolher um cuidador sem criar vínculo: Gostar de animais não significa que a pessoa tenha uma relação de confiança com o cachorro. Visitas e momentos de interação antes da viagem ajudam a tornar o cuidador familiar ao pet.

2. Fazer a primeira adaptação no dia da viagem: Chegar pela primeira vez a um hotel ou hospedagem justamente no dia da partida pode ser difícil para o animal. Conhecer o espaço, os profissionais e a rotina com antecedência favorece a adaptação.

3. Escolher apenas pela estrutura ou preço: Além do ambiente, é importante verificar se há adaptação individual, enriquecimento ambiental e profissionais capacitados para identificar sinais de estresse.

4. Ignorar comportamentos anteriores: Vocalizações excessivas, destruição de objetos e sofrimento quando o tutor sai para trabalhar podem indicar dificuldades que merecem atenção antes das férias.

5. Esperar que o cão se acostume sozinho: A adaptação é um processo. Manter objetos familiares e compartilhar informações sobre horários, alimentação e hábitos pode ajudar o animal a lidar melhor com a mudança.

Durante e após a hospedagem

Mesmo após o início da viagem, o tutor pode acompanhar a adaptação do pet e manter contato com a equipe responsável. Na volta, é importante observar o comportamento do cachorro em casa, pois o retorno à rotina pode exigir um novo período de ajuste.

Para Beatriz França, cuidar da parte emocional do animal é tão importante quanto garantir alimentação, higiene e segurança. Planejamento e respeito ao perfil de cada cão tornam a separação temporária mais tranquila para toda a família.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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