Insuficiência cardíaca: 7 sinais que merecem atenção
Falta de ar, cansaço e inchaço podem indicar insuficiência cardíaca; reconhecer os sinais cedo ajuda a buscar avaliação e tratamento.
Nem todo cansaço é consequência da rotina, da idade ou de uma noite mal dormida. Quando vem acompanhado de falta de ar, perda de fôlego e inchaço persistente, pode ser um sinal de insuficiência cardíaca — uma condição séria e progressiva que ainda é pouco reconhecida fora dos consultórios.
De acordo com o material assinado pela cardiologista Carolina Casadei, estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas convivam com insuficiência cardíaca no Brasil. A estimativa também aponta aproximadamente 240 mil novos casos por ano. Identificar os sinais no começo é importante porque o diagnóstico precoce abre espaço para controlar melhor a doença e evitar agravamentos.
Quais sintomas merecem atenção?
A insuficiência cardíaca acontece quando o coração tem dificuldade para bombear sangue na quantidade necessária ao organismo. Os sinais podem aparecer gradualmente e acabar sendo normalizados no dia a dia.
- cansaço fora do habitual;
- falta de ar durante esforços, como subir uma ladeira;
- perda de fôlego em atividades rotineiras;
- despertares durante a noite por falta de ar;
- inchaço nas pernas;
- aumento do volume da barriga;
- queda da disposição e piora da qualidade de vida.
Um sintoma isolado não confirma a doença. Ainda assim, a combinação de sinais ou uma mudança persistente no padrão de respiração e energia deve ser levada ao conhecimento de um profissional de saúde. Cansaço atribuído automaticamente à idade e falta de ar confundida apenas com um problema respiratório podem atrasar a investigação.
Por que os casos estão ganhando importância?
O envelhecimento da população ajuda a explicar o aumento da insuficiência cardíaca, mas não é o único fator. Mais pessoas sobrevivem a infartos e convivem por mais tempo com pressão alta, diabetes e doença renal. Com a evolução dos tratamentos, também cresce o número de pacientes que envelhecem convivendo com diferentes condições de saúde.
A doença está associada a internações e reinternações. No registro brasileiro BREATHE, a mortalidade em 12 meses foi de 27,7%, e as readmissões foram frequentes tanto em 90 dias quanto ao longo de um ano.
Tratamento exige acompanhamento contínuo
A insuficiência cardíaca tem tratamento, que evoluiu nos últimos anos. Para muitos pacientes, especialmente aqueles que perderam parte importante da força de bombeamento do coração, existem quatro grupos principais de medicamentos capazes de proteger o órgão, reduzir internações e aumentar a chance de viver mais.
O acompanhamento também pode ser necessário durante o tratamento do câncer, já que alguns medicamentos usados contra tumores podem afetar o coração. O uso indevido de anabolizantes é outro alerta, pois pode causar danos graves ao órgão, inclusive entre pessoas jovens.
Falta de ar, cansaço fora do habitual e inchaço persistente não devem ser ignorados. Procurar avaliação médica é o caminho para entender a causa dos sintomas e iniciar, quando necessário, um cuidado adequado.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



