Dia dos Avós: 5 cuidados para envelhecer com autonomia
No Dia dos Avós, orientações de geriatra mostram como controlar doenças, cuidar da mente e manter força e autonomia ao longo dos anos.
Envelhecer com autonomia significa continuar fazendo escolhas, cuidando da própria rotina e participando dos momentos importantes da família — inclusive das brincadeiras com os netos. Para o geriatra Marcos Quirino, esse resultado é construído ao longo da vida, com prevenção, acompanhamento médico e atenção à saúde física e mental.
“O envelhecimento é como uma poupança. Tudo aquilo que você investe em saúde física, mental e prevenção ao longo dos anos será refletido na velhice”, afirma o médico. No Dia dos Avós, celebrado em 26 de julho, confira cinco atitudes que ajudam a preservar a capacidade funcional.
1. Mantenha as doenças crônicas sob controle
Hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas precisam de acompanhamento contínuo. Quando não são controladas, podem aumentar o risco de complicações e afetar a mobilidade, a cognição e a independência.
“Controlar essas condições reduz o risco de complicações e permite que o idoso mantenha sua autonomia por mais tempo”, explica Quirino. O diagnóstico precoce e o tratamento indicado por profissionais de saúde fazem parte desse cuidado.
2. Cuide da saúde mental
Depressão, ansiedade e doenças neurodegenerativas também podem interferir na autonomia. Alterações emocionais podem reduzir a disposição, favorecer o isolamento e até dificultar a continuidade de outros tratamentos.
“Muitos idosos deixam de sair de casa, praticar atividades físicas e até abandonam tratamentos por causa da depressão. Quanto mais cedo essas alterações são identificadas, melhores são os resultados”, alerta o geriatra.
3. Preserve a força muscular
A perda de massa muscular pode fazer parte do envelhecimento, mas atividades orientadas ajudam a preservar força, equilíbrio e mobilidade. Caminhadas e exercícios de fortalecimento podem facilitar tarefas como subir escadas, carregar compras e brincar com os netos.
“Nunca é tarde para começar”, diz Quirino. A escolha da atividade deve considerar as condições de saúde e, quando necessário, contar com orientação profissional.
4. Não abandone consultas e medicamentos
Algumas doenças evoluem silenciosamente. Por isso, manter consultas e exames em dia, além de seguir corretamente o tratamento prescrito, é essencial para evitar complicações e acompanhar mudanças na saúde.
“O medicamento, quando indicado, faz parte de um conjunto de cuidados que inclui alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento médico”, afirma o especialista.
5. Valorize a participação da família
Convivência também é cuidado. Caminhadas, passeios, viagens, conversas e brincadeiras podem estimular a memória, combater o isolamento e ajudar a manter uma rotina mais ativa.
“A família faz toda a diferença. Quando filhos e netos participam desse processo, o idoso costuma aderir melhor aos tratamentos, manter hábitos mais saudáveis e preservar a independência por mais tempo”, finaliza Quirino.
O envelhecimento saudável não significa ausência total de doenças, mas atenção contínua às condições existentes e preservação da autonomia. Para isso, qualquer mudança na saúde deve ser discutida com um profissional.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



