De R$ 23 mil a R$ 742 mil: a virada da LuckBaby
Empresa do interior paulista ampliou portfólio e acelerou vendas em plataforma global de e-commerce
Uma pequena empresa de Tabatinga, no interior de São Paulo, encontrou nos produtos para casa uma nova frente de crescimento. A LuckBaby, que começou revendendo itens de enxoval para bebês, passou a testar categorias como cama, mesa e banho em uma plataforma global de comércio eletrônico — e viu as vendas avançarem de R$ 23 mil no primeiro mês para R$ 742 mil em maio.
O movimento chama atenção porque mostra como o comércio online pode ser usado não apenas para vender, mas também para descobrir o que realmente desperta o interesse dos consumidores. Para pequenos negócios, essa validação pode ajudar a reduzir o risco de investir em estoque e produção sem saber se haverá demanda.
1. A mudança de rota da empresa
Fundada em 2018 por Lucas Malaspina e Giovani Costa Ribeiro, então com 18 anos, a LuckBaby nasceu em Tabatinga, cidade conhecida pela produção de itens infantis e pelúcias. O negócio inicialmente trabalhava com produtos de enxoval fabricados pela família de Lucas.
Com o aumento da concorrência no e-commerce, os sócios começaram a buscar alternativas para diversificar o portfólio. A entrada no programa de vendedores locais da Temu ocorreu em outubro de 2025 e trouxe processos simplificados, suporte local e uma forma de testar novos produtos com menor investimento inicial.
2. Cama, mesa e banho viram aposta
A experiência anterior com tecidos e fornecedores orientou a escolha da nova categoria. O primeiro teste foi com coberdroms, peças que combinam as funções de cobertor e edredom e têm apelo tanto para aquecer quanto para renovar a decoração do quarto.
Depois, colchas, lençóis e cortinas também ganharam espaço. As vendas levaram a reposições frequentes e fizeram a categoria de cama, mesa e banho superar gradualmente os produtos para bebês dentro da plataforma.
Segundo os números apresentados pela empresa, o faturamento na Temu passou de R$ 23 mil no primeiro mês para mais de R$ 570 mil quatro meses depois. Em maio, chegou a R$ 742 mil, com quase 20 mil pedidos no mês e mais de 100 mil pedidos acumulados desde a estreia.
3. O que os dados mudaram na estratégia
Além do faturamento, a LuckBaby passou a usar vendas e comentários dos consumidores para decidir quais itens deveriam ser ampliados em outros canais. Lucas Malaspina resume a lógica: “A Temu nos ajuda a verificar a demanda de mercado por novos produtos com custo menor e velocidade maior, para que possamos obter feedback real antes de investir em estoque, produção ou expansão em larga escala. Começamos a usar a Temu como um importante ‘termômetro’ para testar novos produtos”.
Entre outubro de 2025 e junho de 2026, a Temu se tornou uma das três principais plataformas em faturamento para a LuckBaby e o canal que mais crescia na empresa.
O caso acompanha uma tendência mais ampla de consumo digital. Levantamento da Nielsen IQ Ebit Brasil aponta que 89% de 1.183 entrevistados pretendiam comprar pela internet no terceiro trimestre de 2026. Casa e decoração liderou a intenção de consumo, com 66,5%, seguida por cosméticos e perfumaria (64,5%) e moda e acessórios (62,3%).
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



