A decisão de compra de alimentos começa antes da gôndola
Receitas, buscas e influenciadores moldam escolhas antes da ida ao supermercado, destaca especialista
Hoje, a decisão de compra de alimentos começa muito antes do consumidor chegar à gôndola do supermercado. Receitas compartilhadas nas redes sociais, pesquisas no Google, recomendações de influenciadores e até interações com ferramentas de inteligência artificial influenciam o que será escolhido no momento da compra.
Esse cenário é detalhado no artigo do especialista Guilherme Damário, sócio e diretor criativo da Agência VISIA, que destaca como a jornada do consumidor mudou. Antes, embalagem, preço e promoções disputavam a atenção do cliente diretamente na loja. Agora, o contato inicial com a marca ocorre em ambientes digitais, e o consumidor chega ao ponto de venda já com uma decisão bastante formada.
A jornada começa no ambiente digital
O tempo que o consumidor passa dentro das lojas diminuiu, tornando a compra mais objetiva e menos baseada em comparações no local. Assim, conteúdos como vídeos de receitas ou recomendações nas redes sociais exercem influência significativa, criando interesse e orientando a busca pelo produto no varejo.
Essa transformação exige que as marcas integrem suas estratégias de marketing e varejo. Não basta investir em campanhas criativas ou presença digital se a experiência no ponto de venda não acompanha essa estratégia. Da mesma forma, uma boa execução na loja perde força se a marca não construiu relevância antes da visita.
Coerência entre comunicação e ponto de venda
Damário ressalta que comunicação, trade marketing, indústria e varejo devem atuar de forma integrada, pois o consumidor percebe a marca como um todo, não como departamentos separados. Uma campanha pode gerar desejo, mas se o produto não estiver disponível ou não tiver destaque na gôndola, a oportunidade de venda se perde.
Por outro lado, uma exposição eficiente no supermercado é menos eficaz se a marca não tiver construído uma conexão prévia com o consumidor. A experiência fragmentada, em que a mensagem digital difere da encontrada na loja, prejudica a percepção da marca.
Estratégia consistente e ágil
O artigo também alerta contra o equívoco de confundir acompanhar tendências com mudar constantemente o posicionamento da marca. O mais importante é desenvolver uma estratégia consistente que acompanhe a evolução do comportamento do consumidor com agilidade.
Empresas que conseguem transformar rapidamente informações sobre seus consumidores em ações concretas, conectando dados, comunicação e execução, ganham vantagem competitiva. Assim, a gôndola permanece relevante, mas como o momento de confirmação de uma decisão construída em múltiplos canais e momentos de contato.
Compreender essa mudança permite que as marcas disputem não apenas espaço nas prateleiras, mas a preferência do consumidor antes mesmo de ele entrar no supermercado.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



