Câncer de cabeça e pescoço: 10 sinais de alerta para diagnóstico precoce

INCA estima 126.450 novos casos no Brasil entre 2026 e 2028; reconhecer sintomas é fundamental

Durante o Julho Verde, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o Brasil deverá registrar cerca de 42.150 novos casos por ano desses tumores entre 2026 e 2028, totalizando aproximadamente 126.450 novos diagnósticos no triênio.

Esses tumores acometem regiões como cavidade oral, laringe e tireoide, e 78,2% dos pacientes recebem o diagnóstico em estágios avançados (III ou IV), quando o tratamento é mais complexo e as chances de cura diminuem.

Principais sinais de alerta

Os sintomas iniciais do câncer de cabeça e pescoço podem ser confundidos com problemas comuns, como aftas, infecções respiratórias ou irritações na garganta. Por isso, a persistência dos sintomas é um fator importante para buscar avaliação médica. Entre os sinais que merecem atenção estão:

  • Lesões na boca ou nos lábios que não cicatrizam;
  • Manchas brancas ou avermelhadas na mucosa oral;
  • Dor ou dificuldade para engolir, ou sensação de algo parado na garganta;
  • Dor de garganta persistente que não melhora com tratamentos comuns;
  • Rouquidão ou mudança prolongada na voz;
  • Caroço no pescoço, mesmo que indolor;
  • Dificuldade para movimentar a língua ou abrir a boca;
  • Sangramento sem causa aparente pela boca ou nariz;
  • Nariz entupido de forma persistente, especialmente de um lado;
  • Dores recorrentes no ouvido, alterações na respiração ou perda de peso inexplicada.

Alterações progressivas na fala também são sinais importantes. A recomendação é procurar avaliação profissional diante de sintomas persistentes, sem tentar autodiagnóstico.

Importância do diagnóstico precoce

Segundo o oncologista Dr. Gerson Yoshinari, nos estágios iniciais, o câncer de cabeça e pescoço pode ser tratado com uma única modalidade, como cirurgia ou radioterapia, o que reduz o impacto sobre funções como fala, mastigação e deglutição, além de diminuir o risco de sequelas.

Em estágios avançados, geralmente é necessária a combinação de cirurgia, radioterapia e quimioterapia, e em alguns casos, imunoterapia. O tratamento nessa fase é mais complexo, podendo exigir acompanhamento nutricional e reabilitação prolongada.

Prevenção e destaque para a saúde feminina

O câncer de tireoide, que integra esse grupo, deverá registrar cerca de 16.400 novos casos por ano, sendo que quatro em cada cinco diagnósticos ocorrem em mulheres, totalizando aproximadamente 13.300 casos femininos anuais.

Medidas preventivas incluem evitar o tabagismo, moderar o consumo de álcool, evitar bebidas muito quentes, manter boa higiene bucal, realizar consultas odontológicas regulares e manter a vacinação contra o HPV em dia. Também são recomendados proteção solar dos lábios e uso de equipamentos de segurança em atividades ocupacionais.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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