Acidentes de moto causam 70% das lesões do plexo braquial
Traumas podem comprometer movimentos e sensibilidade dos braços; diagnóstico precoce e prevenção são essenciais para reduzir sequelas.
Acidentes de motocicleta estão relacionados a cerca de 70% das lesões traumáticas do plexo braquial, uma estrutura nervosa responsável pelos movimentos e pela sensibilidade dos braços e das mãos. O trauma pode causar limitações graves e permanentes, especialmente quando ocorre em colisões de alta energia.
O alerta ganha força no mês do Dia Nacional dos Motociclistas, celebrado em 27 de julho, conforme a Lei 15.006/2024. Além de chamar atenção para os riscos enfrentados por quem usa a motocicleta, a data reforça a importância da prevenção e do atendimento rápido depois de um acidente.
O que é o plexo braquial?
O plexo braquial é uma rede de nervos localizada nas regiões cervical e torácica. Ela participa diretamente do controle dos braços e das mãos, tanto na movimentação quanto na percepção de sensibilidade.
Quando esses nervos são lesionados, a pessoa pode perder força, movimentos e sensibilidade no membro superior. Dependendo da gravidade do trauma, as consequências interferem na autonomia, na rotina e na capacidade de trabalhar.
“As lesões do plexo braquial são de alta complexidade e exigem centros especializados para garantir o melhor resultado possível aos pacientes”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania.
Tratamento pode levar meses ou anos
Na maioria dos casos, o cuidado envolve cirurgias reconstrutivas, que podem utilizar enxertos ou transferências nervosas. A fisioterapia intensiva e o acompanhamento por uma equipe multidisciplinar também fazem parte do processo.
A recuperação costuma exigir tempo e dedicação. Por isso, o diagnóstico e o início do tratamento são considerados decisivos para ampliar as chances de melhora.
“Quando diagnosticada e tratada de forma precoce, a lesão do plexo braquial apresenta melhores chances de recuperação, o que impacta diretamente na qualidade de vida do paciente”, afirma Sobania.
Impacto vai além da lesão física
As vítimas são, em sua maioria, adultos jovens em idade produtiva. Depois do trauma, muitas enfrentam afastamento do trabalho, limitações permanentes e necessidade de suporte prolongado dos sistemas de saúde e previdência.
Dados da Polícia Rodoviária Federal mostram o tamanho do desafio: em 2025, foram registrados 72.529 sinistros de trânsito nas rodovias federais brasileiras, com 6.043 mortes e 83.550 feridos. Entre 2023 e 2024, as mortes de ocupantes de motocicletas cresceram 14,2%, segundo a PRF.
A prevenção continua sendo a principal forma de evitar lesões graves. Em caso de acidente, buscar avaliação médica rapidamente é fundamental, sobretudo diante de perda de força, movimento ou sensibilidade nos braços e nas mãos.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



