5 dicas para envelhecer com saúde e autonomia

No Dia dos Avós, veja como hábitos preventivos, estímulos cognitivos e adaptações em casa ajudam a preservar a independência na terceira idade.

Envelhecer com saúde vai muito além de aumentar o número de aniversários: significa preservar a autonomia, a segurança e o prazer de realizar atividades cotidianas. Com a proximidade do Dia dos Avós, celebrado em 26 de julho, o tema ganha espaço nas famílias — especialmente diante da expectativa de vida de 76,6 anos no Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para a terapeuta ocupacional Jéssica Bianca de Souza, coordenadora e professora da graduação em Terapia Ocupacional do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), o acompanhamento preventivo pode ajudar a reduzir limitações físicas e mentais associadas ao envelhecimento.

Como a Terapia Ocupacional ajuda

A Terapia Ocupacional (TO) concentra seu trabalho nas atividades que fazem parte da vida real: tomar banho, cozinhar, vestir-se, circular pela casa e manter uma rotina de convivência. O profissional avalia o contexto de cada pessoa idosa e propõe estratégias personalizadas para preservar sua participação e independência.

As intervenções podem envolver estímulos para memória, atenção e raciocínio, além de atividades de socialização. Em casa, também é possível adaptar o ambiente com melhor iluminação, barras de apoio no banheiro, cadeiras e utensílios que facilitem as tarefas.

A especialista afirma que a TO pode ser indicada quando surgem dificuldades nas tarefas básicas, perda leve de mobilidade ou problemas de coordenação. Mas não é necessário esperar uma doença ou uma grande limitação: “Ela pode — e deve — ser parte da rotina saudável de qualquer idoso ativo”, enfatiza Jéssica.

5 hábitos que favorecem o envelhecimento saudável

  1. Combine alimentação equilibrada e movimento: uma dieta balanceada e a prática regular de atividades físicas ajudam a preservar a força muscular e a saúde cardiovascular.
  2. Estimule o cérebro: leitura, jogos de memória, quebra-cabeças, palavras cruzadas e artesanato são opções para manter a mente ativa.
  3. Adapte o lar: retirar tapetes escorregadios, melhorar a iluminação e instalar barras de apoio são medidas que ajudam a prevenir quedas.
  4. Priorize convivência e lazer: grupos, oficinas e atividades comunitárias podem combater o isolamento social e fortalecer a autoestima.
  5. Faça acompanhamento preventivo: buscar orientação profissional e médica antes do aparecimento de grandes limitações favorece um cuidado mais planejado.

Família deve apoiar sem substituir

O suporte dos familiares é importante, mas excesso de proteção pode fazer o efeito contrário. “A orientação é que os parentes estimulem o idoso a realizar aquilo que ainda consegue fazer sozinho, respeitando seu tempo e ritmo, em vez de assumir as tarefas por ele”, orienta Jéssica.

Na prática, isso significa oferecer ajuda quando necessário, adaptar o ambiente e respeitar as escolhas da pessoa idosa. O cuidado mais saudável é aquele que protege sem apagar sua autonomia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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