Pneumo20 no SUS: entenda as diferenças no esquema vacinal infantil
Vacina amplia proteção contra doenças graves; doses variam entre rede pública e privada
A incorporação da vacina pneumocócica conjugada 20-valente, conhecida como Pneumo20, ao Sistema Único de Saúde (SUS) em junho deste ano representa um avanço importante na proteção das crianças contra doenças graves causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, meningite e sepse. Esses quadros são especialmente perigosos para crianças menores de cinco anos e idosos acima de 60 anos.
Esquema vacinal no SUS
Na rede pública, o calendário vacinal com a Pneumo20 prevê duas doses para bebês: a primeira aos 2 meses e a segunda aos 12 meses de idade. Após o primeiro ano, a vacina está disponível em dose única para crianças até 5 anos, conforme o Plano Nacional de Imunização (PNI).
Diferenças na rede privada
Já na rede privada, o esquema recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) é mais completo, com quatro doses ao longo do primeiro ano de vida: aos 2, 4 e 6 meses, seguidas de um reforço aos 12 meses. Além disso, não há restrição de idade para a aplicação da vacina na rede particular.
Segundo a médica Ana Eliza Garcia, diretora-técnica da Amivi, empresa especializada em vacinação domiciliar, os pais podem complementar as doses oferecidas gratuitamente pelo SUS com as aplicações previstas no protocolo privado, especialmente as doses aos 4 e 6 meses, para garantir maior proteção aos bebês, sempre com orientação médica.
Desafios do atraso vacinal
Apesar da ampliação do acesso à vacina, o atraso na imunização infantil ainda é um desafio no Brasil. Entre os principais motivos para o atraso estão a falta de tempo, a distância até os locais de vacinação, a perda da carteirinha e a dificuldade em acompanhar as datas das doses.
A Dra. Ana Eliza destaca a importância da conscientização das famílias: “É indispensável que os pais conheçam o calendário vacinal apropriado para as crianças e protejam a saúde dos seus filhos com muito amor e cuidado desde cedo. Manter a vacinação em dia previne doenças graves, desenvolve a imunidade desde os primeiros meses e contribui para a proteção coletiva.”
Vacinação domiciliar como alternativa
Para facilitar a adesão ao calendário vacinal, a vacinação domiciliar surge como uma alternativa para famílias que enfrentam dificuldades de deslocamento ou restrições de tempo. A Amivi, por exemplo, oferece esse serviço em diversas cidades da região de Campinas, com transporte das vacinas em câmaras refrigeradas que mantêm a temperatura adequada entre 2°C e 8°C, garantindo a conservação até a aplicação por profissionais especializados.
Essa modalidade pode ajudar a reduzir os índices de atraso vacinal, aproximando o cuidado do paciente e aumentando as chances de que o esquema vacinal seja concluído corretamente e no tempo adequado.
Dicas para evitar atrasos
Para evitar esquecimentos, é recomendável que os responsáveis confiram a caderneta de vacinação após cada consulta, registrem as próximas datas no celular e busquem a unidade de saúde antes de viagens ou períodos de rotina intensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



