Micro-ultrassom aprimora precisão da biópsia para câncer de próstata
Tecnologia de alta resolução permite identificar lesões suspeitas em tempo real durante a biópsia
Quando há suspeita de câncer de próstata, a biópsia é fundamental para confirmar ou descartar a doença. Uma inovação que começa a ser adotada no Brasil promete tornar essa etapa mais precisa: o micro-ultrassom de alta resolução. Essa tecnologia permite ao urologista identificar alterações suspeitas durante o procedimento e direcionar a coleta de tecido em tempo real.
Essa novidade é relevante não apenas para os homens, mas também para familiares que acompanham o processo diagnóstico, pois entender como o câncer de próstata é investigado ajuda a reduzir a ansiedade e a tomar decisões mais informadas.
Funcionamento do micro-ultrassom
O equipamento opera com frequência de 29 MHz, cerca de três vezes maior que a dos aparelhos convencionais, produzindo imagens em altíssima resolução da arquitetura prostática. Isso possibilita ao médico observar áreas suspeitas durante a biópsia e orientar a retirada de amostras dessas regiões específicas.
Além disso, o sistema utiliza o protocolo internacional PRI-MUS (Prostate Risk Identification using Micro-Ultrasound), que auxilia na classificação das lesões identificadas durante o exame. Dessa forma, a tecnologia acrescenta informações importantes ao processo diagnóstico, sem substituir o julgamento clínico do especialista.
Diagnóstico integrado e experiência médica
Exames como PSA, toque retal, ultrassonografia e ressonância magnética fornecem dados essenciais, mas nenhum deles isoladamente confirma o câncer de próstata. A decisão diagnóstica depende da combinação desses resultados com a avaliação clínica e a experiência do urologista.
O urologista Alberto Tomé, especialista em uro-oncologia, diagnóstico de alta precisão e cirurgia robótica, destaca: “O diagnóstico do câncer de próstata não depende de um exame isolado. Ele depende da combinação entre experiência médica, avaliação clínica e tecnologia. O micro-ultrassom não substitui esse processo; ele amplia nossa capacidade de enxergar lesões suspeitas, direcionar a biópsia com mais precisão e oferecer ao paciente um diagnóstico mais seguro e no tempo certo.”
Expansão da tecnologia no Brasil
De acordo com a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano no triênio 2026–2028, mantendo a doença como o tipo de câncer mais frequente entre os homens, excluindo tumores de pele não melanoma.
Embora ainda disponível em poucas unidades brasileiras, o micro-ultrassom já está presente em cidades do interior do Paraná, como Umuarama, Cianorte, Maringá e Londrina, onde o especialista Alberto Tomé atende pacientes. A previsão é de que a tecnologia seja expandida para Campo Mourão e Cascavel (PR) e para o Mato Grosso do Sul nos próximos meses.
Segundo o especialista, “quanto mais informações conseguimos reunir durante a biópsia, maior é nossa capacidade de individualizar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado. A tecnologia não substitui o julgamento clínico, mas amplia significativamente a segurança das decisões.”
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



