Infarto em mulheres: sinais além da dor no peito

Fadiga, falta de ar e náusea podem indicar infarto feminino; reconhecer os sintomas é vital para atendimento rápido

A dor ou pressão no peito é o sintoma mais conhecido do infarto, mas nas mulheres, os sinais podem ser menos típicos e mais variados. Além da dor, sintomas como fadiga intensa, falta de ar, náuseas, tontura e desconforto nas costas, pescoço, mandíbula ou abdome são comuns e podem dificultar o diagnóstico precoce.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares causam cerca de 8,5 milhões de mortes femininas anualmente no mundo. No Brasil, essas doenças permanecem como a principal causa de morte, com aproximadamente 400 mil óbitos por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Sintomas do infarto em mulheres

O cardiologista Daniel Marotta, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, destaca que os sintomas iniciais podem ser confundidos com cansaço, ansiedade, estresse ou problemas digestivos, levando ao atraso na busca por atendimento médico.

“As mulheres nem sempre apresentam o quadro clássico descrito nos livros, o que pode atrasar o diagnóstico. Entre os homens, por outro lado, ainda é comum minimizar os sintomas e adiar a busca por atendimento”, afirma Marotta.

Os sintomas mais frequentes em mulheres incluem:

  • Dor no peito, muitas vezes menos intensa;
  • Falta de ar, inclusive em repouso;
  • Cansaço extremo sem causa aparente;
  • Náuseas e vômitos;
  • Tontura ou sensação de desmaio;
  • Dor nas costas, pescoço, ombros ou mandíbula;
  • Sensação de indigestão ou desconforto abdominal.

Quando buscar atendimento de emergência

Sintomas como dor ou pressão no peito por vários minutos, falta de ar repentina, suor frio, desmaio ou mal-estar intenso exigem atendimento imediato, especialmente quando ocorrem em conjunto ou fogem do padrão habitual.

Marotta alerta também para sinais mais discretos, como fraqueza repentina, suor frio, tontura, náuseas e desconforto na parte superior do abdome, que não devem ser ignorados, principalmente por pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo ou histórico familiar de doenças cardiovasculares.

“O infarto nem sempre começa com uma dor intensa no peito. O organismo costuma emitir sinais horas, dias ou até semanas antes de um evento grave. Quando esses sintomas persistem ou fogem do padrão habitual, especialmente em pessoas com fatores de risco, é fundamental procurar atendimento imediatamente”, explica o cardiologista.

Prevenção é fundamental

Além do reconhecimento dos sintomas, a prevenção é essencial para reduzir o risco de infarto. Manter a pressão arterial, o colesterol e a glicemia sob controle, praticar atividade física regularmente, não fumar e realizar consultas médicas periódicas são medidas recomendadas para preservar a saúde cardiovascular.

Em caso de sintomas compatíveis com infarto, não espere a dor se intensificar nem atribua o mal-estar apenas ao estresse ou à digestão. A avaliação rápida por profissionais de saúde é crucial para salvar vidas.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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