Cirurgia plástica no inverno: o frio ajuda na recuperação?
Clima ameno pode trazer mais conforto no pós-operatório, mas não acelera a cicatrização nem substitui o acompanhamento médico.
O inverno é uma estação em que a busca por cirurgias plásticas estéticas pode crescer significativamente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), essa demanda pode aumentar até 50% durante os meses mais frios. No entanto, apesar do aumento na procura, é importante esclarecer que o frio não acelera o processo biológico de cicatrização.
O Brasil lidera mundialmente em número de procedimentos cirúrgicos plásticos, com 2.354.513 intervenções realizadas, conforme dados do Global Survey 2024 da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Diante desse cenário, especialistas destacam que o principal benefício do inverno para quem passa por cirurgias plásticas está no conforto proporcionado durante o pós-operatório.
Conforto no pós-operatório durante o inverno
Segundo o cirurgião plástico David Di Sessa, membro da SBCP e da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), o clima ameno facilita o uso das malhas compressivas, reduz a exposição solar e torna o período de repouso mais confortável. “O frio não faz o organismo cicatrizar mais rápido. A evolução depende da técnica utilizada, da resposta individual e dos cuidados adotados depois do procedimento”, explica.
Pacientes que realizam procedimentos como lipoaspiração, abdominoplastia e cirurgias das mamas geralmente precisam usar peças compressivas por várias semanas. Realizar a cirurgia no inverno pode permitir que o processo de recuperação esteja em estágio avançado quando o verão chegar, já que o resultado final pode levar meses para se consolidar.
Importância do planejamento e da tecnologia
A escolha da tecnologia empregada durante a cirurgia também é fundamental. Em procedimentos como a lipoaspiração, recursos como BodyTite, laser de diodo e ultrassom podem ser indicados conforme o grau de flacidez, a espessura da gordura e as características individuais do paciente, sempre com foco na retração da pele.
“Essas ferramentas ajudam a tornar o procedimento mais preciso quando bem indicadas, mas não substituem uma avaliação individualizada. Cada pessoa apresenta necessidades diferentes e o planejamento segue sendo o fator decisivo para uma intervenção segura e um pós-operatório adequado”, afirma Di Sessa.
Procedimentos faciais e cuidados no inverno
Tratamentos faciais como lifting, blefaroplastia, laser de CO2 e Morpheus também são frequentemente realizados no inverno. A menor incidência de radiação ultravioleta nessa estação reduz o risco de hiperpigmentação e facilita os cuidados durante a renovação da pele, embora a proteção solar continue sendo essencial.
O especialista ressalta que a decisão sobre o momento da cirurgia deve considerar a rotina, as condições de saúde e a possibilidade de acompanhamento médico contínuo. “O inverno oferece mais conforto durante o período de repouso, mas o sucesso da cirurgia depende de indicação correta, planejamento adequado e acompanhamento médico contínuo”, conclui.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



