MSF exige libertação imediata de 95 profissionais de saúde palestinos detidos
Organização denuncia detenções arbitrárias, tortura e condições precárias desde outubro de 2023
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) lançou um apelo pela libertação imediata de 95 profissionais de saúde palestinos que permanecem detidos pelas autoridades israelenses desde outubro de 2023. Segundo a MSF, muitos desses trabalhadores enfrentam condições precárias e detenções arbitrárias, sem justificativas apresentadas.
Um dos casos mais graves é o do Dr. Hussam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan, localizado no norte de Gaza, que está há um ano e meio em confinamento solitário. A MSF também relata que ele foi submetido a tortura, o que faz parte de um padrão alarmante de perseguição a profissionais da saúde na Palestina.
Casos destacados pela MSF
Além do Dr. Abu Safiya, a organização cita o cirurgião ortopedista Dr. Mohammed Obeid, integrante da MSF, que está detido em Israel há mais de 600 dias. Ele foi preso em 26 de outubro de 2024 enquanto trabalhava no Hospital Kamal Adwan e permanece em condições difíceis, sem contato com sua família.
A MSF continua a pedir a libertação imediata e incondicional do Dr. Obeid, ressaltando que não há informações sobre acusações formais contra ele.
Mortes entre profissionais de saúde
O comunicado da MSF também destaca que, desde outubro de 2023, 1.700 profissionais de saúde palestinos foram mortos, incluindo 15 membros da própria organização. Esses dados são atribuídos ao Healthcare Workers Watch, que monitora a situação dos trabalhadores da saúde na região.
Demandas da MSF
A MSF considera inaceitável a prática de detenções arbitrárias, tortura e abusos contra profissionais médicos palestinos. Enquanto não forem libertados, a organização exige que esses profissionais tenham acesso a cuidados médicos adequados e condições dignas de detenção.
O apelo da MSF ocorre em meio à crise humanitária contínua na Palestina, ressaltando a importância de proteger os profissionais de saúde para garantir a continuidade dos serviços médicos durante o conflito.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



