Dor persistente no joelho pode indicar câncer ósseo em jovens
Osteossarcoma é o tumor ósseo primário mais comum em crianças e adolescentes; reconhecer sintomas é crucial para diagnóstico precoce
Uma dor persistente no joelho, acompanhada de inchaço, pode ser confundida com lesão esportiva ou dor do crescimento, mas também pode ser sinal de osteossarcoma, o tumor ósseo primário mais comum em crianças e adolescentes. Durante o Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre o câncer ósseo, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) destaca a importância de identificar esses sintomas para um diagnóstico precoce.
O caso de Jessé Gabriel Castanheira, de 15 anos, ilustra essa realidade. Ativo nos esportes, ele teve sua rotina interrompida por uma dor intensa no joelho e inchaço na perna. Inicialmente interpretados como lesão comum, esses sinais levaram ao diagnóstico de osteossarcoma. Jessé foi encaminhado ao INTO, onde passou por cirurgia para remoção do tumor e reconstrução óssea com prótese. Atualmente, está em recuperação e já voltou a caminhar dentro de casa.
Sintomas que merecem atenção
Walter Meohas, chefe da Oncologia Ortopédica do INTO, explica que o osteossarcoma acomete principalmente crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos. A dor geralmente surge em ossos em crescimento, como próximo ao joelho, no fêmur, tíbia ou ombro.
“A dor do crescimento costuma aparecer durante o dia e no final da tarde, enquanto a dor causada pelo câncer é persistente e tende a aumentar com o tempo”, esclarece o especialista.
Além da dor contínua, um inchaço que cresce gradualmente ou limita as atividades diárias deve ser avaliado. Embora nem toda dor óssea seja câncer, sintomas que persistem por semanas não devem ser ignorados nem atribuídos apenas a exercícios físicos.
Investigação e tratamento
O diagnóstico inicia-se com avaliação clínica e exames de imagem, como radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. A confirmação do tumor é feita por biópsia.
O tratamento depende do tipo, tamanho e localização do tumor, geralmente envolvendo cirurgia para remoção da lesão, além de quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia.
Meohas reforça que o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir o volume tumoral, melhorar o prognóstico e aumentar as chances de preservação do membro afetado. “Quanto mais cedo o câncer for diagnosticado, melhor será a sobrevida do paciente e a possibilidade de manter o membro acometido”, conclui.
Em adultos acima de 40 anos, lesões ósseas costumam estar associadas a metástases de outros cânceres, embora tumores ósseos primários também possam ocorrer. A causa do câncer ósseo ainda é desconhecida, por isso dores persistentes ou inchaços progressivos devem sempre ser investigados por um especialista.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



