Fundos de investimento: 5 pontos antes de começar
Pesquisa aponta que 23 milhões de brasileiros que ainda não investem pretendem começar em 2026; veja como avaliar um fundo
Começar a investir pode parecer complicado quando surgem termos como cotas, gestor e liquidez. Mas esse interesse está crescendo: 23 milhões de brasileiros que ainda não investem afirmam que pretendem começar em 2026, segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, realizado pela Anbima em parceria com o Datafolha.
A mesma pesquisa aponta que 60,6 milhões de pessoas já têm algum tipo de investimento financeiro, o equivalente a cerca de 36% da população adulta. Para quem deseja dar o primeiro passo, os fundos de investimento aparecem como uma alternativa que reúne gestão profissional e diferentes estratégias — mas exigem atenção antes da aplicação.
1. Entenda a relação entre risco e retorno
Os fundos têm perfis variados. Alguns são mais conservadores, apresentam menor volatilidade e podem oferecer maior previsibilidade, enquanto outros assumem mais riscos e estão sujeitos a oscilações mais intensas.
“Quanto maior o risco, maior tende a ser o potencial de retorno, e vice-versa”, explica Soraia Barros, gerente-executiva de Representação de Gestão e de Serviços Fiduciários da Anbima. O ponto de partida é relacionar o fundo ao objetivo: preservar o dinheiro, montar uma reserva ou investir pensando no longo prazo.
2. Veja quem administra o dinheiro
O gestor — ou a equipe de gestão — decide onde os recursos serão aplicados, sempre de acordo com as regras do fundo. Por isso, vale consultar o regulamento, que apresenta a estratégia, os riscos, os prazos e as condições do produto.
“A estratégia mostra ao investidor quais tipos de ativos o fundo pode comprar”, afirma Soraia. Há fundos concentrados em renda fixa, outros voltados à renda variável e também opções que combinam diferentes classes de ativos, como os multimercados.
3. Analise as taxas com contexto
As taxas remuneram os profissionais e a estrutura necessária para o funcionamento do fundo. Também pode existir taxa de performance, cobrada quando a rentabilidade supera um parâmetro de referência, conhecido como benchmark.
Mais importante do que olhar apenas o percentual é verificar se o custo combina com o risco e a estratégia. “A escolha de um fundo não deve se basear apenas no custo, mas na avaliação, pelo investidor, se há coerência entre a taxa cobrada, o nível de risco e a estratégia do produto”, destaca Soraia.
4. Confira a liquidez
Liquidez é o prazo para resgatar o dinheiro. Alguns fundos permitem acesso mais rápido aos recursos; outros exigem mais tempo, dependendo dos ativos da carteira. Esse detalhe precisa estar alinhado ao objetivo do investimento e à possibilidade de uso do dinheiro no curto prazo.
5. Considere a praticidade
Nos fundos, a pessoa compra cotas e deixa as decisões de alocação a cargo de um gestor profissional, seguindo a proposta do produto. Segundo o material da Anbima, é possível começar com valores a partir de R$ 10. Ainda assim, conhecer as regras e o próprio perfil continua sendo essencial para investir de forma consciente.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



