De Rodeio ao e-commerce: a virada para a marca própria
Empresa catarinense aposta em dados, logística e produtos próprios para ampliar presença no comércio digital
Fundada em 2007 em uma sala de casa na pequena cidade de Rodeio, Santa Catarina, a Cofari tem se destacado no comércio eletrônico brasileiro ao apostar em uma estratégia de crescimento orientada por dados e inovação. Inicialmente focada na venda de acessórios automotivos pela internet, a empresa evoluiu para um modelo que prioriza a importação e o desenvolvimento de marca própria, rompendo com os limites tradicionais da revenda.
Localizada em uma cidade de pouco mais de 12 mil habitantes, a Cofari opera com cerca de 30 colaboradores em um galpão de 4 mil metros quadrados, de onde saem 80% dos pedidos. A empresa afirma entregar para 99% dos municípios brasileiros, consolidando uma operação robusta e premiada nacionalmente, incluindo o Prêmio RA 2025 na categoria Artigos para o Lar.
Origem e expansão gradual
O negócio começou com Junior Cristofolini vendendo acessórios automotivos pela internet, utilizando o Mercado Livre como plataforma. A expansão do estoque era feita com base em análises de desempenho, evitando investimentos precipitados. Em 2012, as sócias Bianca Ferrari Pacher e Bruna Ferrari Pacher ingressaram na sociedade, complementando a gestão da empresa.
Em 2014, a Casa Ferrari foi criada como um armazém virtual, inicialmente comercializando vinhos de uma vinícola local e, posteriormente, ampliando o portfólio para eletrodomésticos, brinquedos e utilidades domésticas. A empresa também atuou como uma vitrine digital para fabricantes regionais sem presença online, fortalecendo seu vínculo com o ecossistema local.
“A gente sempre avaliou a demanda antes de investir em estoque. Testava cada produto em pequena escala e só escalava quando os números confirmavam a tração”, destacou Bianca Ferrari Pacher, sócia-fundadora.
Desafios e ajustes estratégicos
Em 2018, a empresa migrou do Simples Nacional para o Lucro Real e adotou a plataforma Magazord, elevando o controle financeiro e fiscal da operação. A pandemia de 2020 impulsionou as vendas, mas o período entre 2022 e 2023 trouxe desafios com a estabilização do mercado e aumento da concorrência.
Foi nesse contexto que a Cofari revisou seu mix de produtos, realizou cortes estratégicos e questionou os limites da revenda. Junior Cristofolini ressaltou a importância de agir antes que a situação se agravasse: “A ressaca pós-pandemia foi brutal para muita gente no e-commerce. O que nos diferenciou foi não ter esperado a situação piorar para agir”.
Investimento em marca própria
Em 2023, a empresa iniciou testes na cadeia de importação com o recebimento do primeiro container. Em 2025, lançou a Bem Casa, sua primeira marca própria focada em artigos para o lar, vendida exclusivamente pela Cofari. Essa estratégia visa reduzir a dependência de fornecedores e competir com produtos desenvolvidos internamente.
Bruna Ferrari Pacher comentou sobre a mudança de paradigma: “Quando você revende, está sempre numa guerra que não tem fim. Quando você tem marca própria, você sai dessa guerra e começa a jogar um jogo diferente”.
Em abril de 2026, a Casa Ferrari passou a se chamar Cofari, nome que representa “CO” de Coração, “FA” de Família e “RI” de Ferrari, simbolizando os pilares da empresa. A projeção para 2026 é receber 55 containers, com a meta de ultrapassar 100 em 2027.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



