Zumbido no ouvido: 5 mitos e verdades sobre o sintoma

Chiado, apito e pressão nos ouvidos podem afetar sono e concentração; veja quando buscar avaliação médica e audiológica.

Um chiado constante, um apito agudo ou a sensação de pressão nos ouvidos podem parecer inofensivos, mas o zumbido pode interferir no sono, na concentração, na produtividade e na saúde emocional. O sintoma afeta milhões de brasileiros e ainda é cercado por dúvidas — inclusive a ideia de que ele seria uma consequência natural do envelhecimento.

Segundo informações divulgadas pela área de Audiologia, o zumbido não é uma doença em si, mas um sinal que pode estar relacionado a diferentes fatores, como perda auditiva, exposição excessiva ao ruído, estresse e ansiedade. “O zumbido é um sintoma que merece atenção. Muitas pessoas acreditam que ele é normal ou que faz parte do envelhecimento, mas ele pode indicar alterações auditivas importantes e impactar significativamente a qualidade de vida”, explica Gisele Munhoes dos Santos, fonoaudióloga e diretora de Marketing e Produtos Latam da WSA.

Principais mitos e verdades

1. Zumbido acontece apenas em idosos — mito. Embora o envelhecimento seja um fator de risco para alterações auditivas, jovens e adultos também podem apresentar o sintoma. Entre os fatores associados estão o uso prolongado de fones em volume elevado, a exposição a ambientes barulhentos e o aumento do estresse.

2. Estresse e ansiedade podem piorar o zumbido — verdade. A saúde emocional e a percepção do sintoma estão relacionadas. Estresse, ansiedade e privação de sono podem fazer com que o zumbido seja percebido de forma mais intensa ou incômoda.

3. Quem tem zumbido necessariamente perderá a audição — mito. Nem todas as pessoas com zumbido apresentam perda auditiva, embora os dois quadros possam estar associados. Por isso, a avaliação auditiva ajuda a investigar a causa.

4. Aparelhos auditivos podem ajudar — verdade. Em alguns casos, especialmente quando há perda auditiva associada, a amplificação dos sons do ambiente pode reduzir a percepção do zumbido. Existem também tecnologias com sons terapêuticos e programas personalizados. “Muitos pacientes relatam melhora importante na percepção do zumbido após a adaptação dos aparelhos auditivos. O acompanhamento individualizado é essencial para entender qual estratégia faz mais sentido para cada caso”, afirma Gisele.

5. Fones de ouvido e hábitos diários não influenciam — mito. Música em volume alto por longos períodos pode favorecer danos às células auditivas. Sono inadequado, consumo excessivo de cafeína, álcool, cigarro e exposição frequente ao ruído também podem piorar o desconforto em algumas pessoas.

Quando procurar ajuda

A avaliação médica e audiológica é recomendada se o zumbido surgir de forma repentina, persistir por vários dias, vier acompanhado de perda auditiva ou tontura, atrapalhar o sono e a rotina ou aparecer após exposição intensa ao ruído.

O tratamento depende da causa e pode envolver acompanhamento multiprofissional, terapia sonora, aparelhos auditivos, controle do estresse e mudanças de hábitos. “O mais importante é buscar avaliação especializada e não ignorar os sintomas”, completa a profissional.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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