Intoxicação alimentar nas férias: como se proteger
Cuidados com água, mãos e alimentos ajudam a reduzir o risco durante viagens e refeições fora de casa
Viajar nas férias combina com descanso, praia e refeições diferentes, mas a mudança de rotina também pede cuidado com a alimentação. Comidas preparadas ou armazenadas de forma inadequada, água sem procedência conhecida e alimentos expostos ao calor podem favorecer intoxicações e gastroenterites, causando náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e febre.
Segundo a gastroenterologista Ana Cristina Amaral, médica e professora da pós-graduação em Gastroenterologia da Afya Brasília, observar as condições do local é uma das principais formas de prevenção. Higiene do estabelecimento, armazenamento em temperatura adequada e preparo próximo ao momento do consumo devem entrar no radar antes do pedido.
Água, gelo e higiene das mãos exigem atenção
Quando houver dúvida sobre a qualidade da água, a orientação é escolher água mineral lacrada e evitar gelo de procedência desconhecida. O contato com água do mar contaminada por esgoto também pode elevar o risco de contaminação, assim como o uso de piscinas, parques aquáticos e águas termais sem os cuidados necessários.
A higiene das mãos continua sendo essencial. “Lavar as mãos com água e sabão antes das refeições continua sendo uma das medidas mais eficazes para prevenir essas doenças”, afirma Ana Cristina. Na falta de pia, o álcool em gel pode ser uma alternativa importante.
O que escolher ao comer fora
Para Diego Righi, professor do curso de Nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, alimentos preparados na hora, bem cozidos e servidos ainda quentes costumam ser escolhas mais seguras do que preparações mantidas por longos períodos em balcões ou bufês.
Em locais muito quentes ou sem refrigeração adequada, vale redobrar a atenção com:
- saladas e vegetais crus sem garantia de higienização;
- frutas já cortadas ou descascadas;
- carnes, peixes e ovos crus ou malpassados;
- sushi, sashimi, ostras e outros frutos do mar crus;
- maionese caseira e preparações com ovo cru;
- leite e derivados não pasteurizados.
Frutas com casca grossa e intacta, como banana, laranja e tangerina, tendem a ser opções mais protegidas durante o deslocamento, desde que sejam higienizadas antes do consumo.
Quando procurar atendimento
Se surgirem vômitos, diarreia ou dor abdominal, a prioridade é evitar a desidratação, aumentando a ingestão de líquidos e mantendo uma alimentação leve conforme a tolerância. Antibióticos e medicamentos para interromper a diarreia não devem ser usados por conta própria, porque o tratamento depende da causa.
“Febre alta, sangue nas fezes, vômitos persistentes, sinais de desidratação, sonolência excessiva e sintomas que duram mais de dois dias merecem atenção”, alerta Ana Cristina. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas ou imunidade comprometida devem buscar assistência mais cedo.
Assim, não é necessário deixar de comer fora durante as férias. A melhor estratégia é combinar escolhas conscientes, higiene das mãos e atenção à conservação dos alimentos.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



