Grandes eventos esportivos aproximam casais e alimentam o romance, revela estudo
Pesquisa mostra que 88,6% dos entrevistados percebem um efeito positivo dos torneios na conexão afetiva e na rotina a dois
Se o hexa não vem, o romance vem: mundial faz casais jogarem no mesmo time
Mesmo com o hexa adiado, a paixão pelo futebol opera milagres e vira combustível para o romance, revela estudo da Ashley Madison com mais de 1,2 mil pessoas
Quando se pensa na plataforma Ashley Madison, o que costuma vir à mente são discussões sobre privacidade e dinâmicas de relacionamentos fora do padrão. No entanto, um novo estudo global realizado com 1.230 membros da comunidade traz um insight surpreendente sobre o comportamento dos casais. De acordo com o levantamento, grandes torneios esportivos funcionam como um poderoso motor de conexão afetiva.
Dos entrevistados que percebem o impacto dos jogos na rotina, expressivos 88,6% afirmam que esse tipo de campeonato traz um efeito altamente positivo, unindo o casal na torcida. Pelo visto, a paixão pelo esporte é capaz de operar verdadeiros milagres na dinâmica a dois.
A pesquisa mostra que, no fim das contas, pouco importa se a nossa Seleção foi eliminada mais cedo ou se o Brasil ficou de fora da grande final. Mesmo com o hexa adiado de novo e o torcedor brasileiro sofrendo no sofá, o clima dos grandes jogos parece ser o combustível perfeito para acender o romance e manter os parceiros sintonizados. Afinal, chorar as mágoas do futebol acompanhado é sempre melhor do que sofrer sozinho.
O levantamento traz recortes demográficos e de gênero que quebram vários estereótipos. No chamado “momento casal”, a Geração Z, que compreende jovens de 18 a 25 anos, lidera o desejo de assistir aos jogos colada ao parceiro, somando 95% de preferência. Curiosamente, a segunda faixa etária mais entusiasmada com essa proximidade é a de 61 a 65 anos, com 92,2%, provando que o amor pelo jogo não tem idade.
Quando analisamos o fator gênero, engana-se quem pensa que as mulheres são as que mais demandam companhia para ver TV. Os homens demonstraram ser muito mais propensos a querer a presença da parceira ou do parceiro durante as partidas, alcançando 83,3% de preferência, contra 75% registrado pelas mulheres.
A especialista em relacionamentos da plataforma, Dra. Tammy Nelson, analisou esse fenômeno e detalhou como esse impacto funciona na prática do dia a dia. “Grandes eventos esportivos criam o que chamo de ‘experiência emocional compartilhada’. Os casais têm a mesma reação ao mesmo tempo, se estiverem torcendo pelo mesmo time. Eles vivenciam a antecipação e a excitação de uma vitória compartilhada e a decepção se e quando perdem. Essa sincronia emocional ajuda os parceiros a se sentirem mais conectados e os lembra de que estão no mesmo time”, explica.
Segundo a especialista, o mundial dá aos casais uma oportunidade de ouro para chutar a monotonia para escanteio. “O torneio pode dar aos casais a oportunidade de sair de suas rotinas diárias e vivenciar algo raro e emocionante juntos. Os relacionamentos prosperam com a novidade e o significado compartilhado. Mesmo que torçam para times diferentes, assistir à Copa do Mundo significa que estão criando memórias de conexão, além de terem um encontro divertido fora de suas vidas normais.”
Se o time do casal estiver em uma sequência de vitórias, isso cria um verdadeiro efeito cascata dentro de casa. A celebração gera otimismo e alegria, fazendo com que os parceiros se sintam mais afetuosos, brincalhões e conectados. “Esse otimismo se espalha para o mundo. É por isso que as pessoas gostam de assistir aos jogos em bares e estádios: junto com a multidão, os sentimentos bons transbordam, reforçando um senso global de parceria e conexão. Esses estados emocionais positivos podem ser contagiosos. A excitação coletiva de um time indo bem pode elevar o humor de todos, inclusive o humor em casa. Vencer é a celebração de uma vitória. E essa vitória passa a fazer parte da história do relacionamento”, afirma.
A Dra. Tammy conclui reforçando que ninguém precisa ser um torcedor fanático a vida inteira para colher os frutos dessa onda positiva. “O que importa nem sempre é o resultado do jogo; é a oportunidade de fazer uma pausa nas responsabilidades e estresses cotidianos e simplesmente desfrutar de estarem juntos em um momento de excitação coletiva.”
Por Tammy Nelson
Especialista em relacionamentos, Dra.
Artigo de opinião



