Dia da Caridade: ajudar faz bem à saúde emocional

No Dia Mundial da Caridade, especialista explica como a solidariedade fortalece vínculos, propósito e equilíbrio emocional sem deixar o autocuidado de lado.

Praticar caridade não transforma apenas a vida de quem recebe ajuda. Doar tempo, atenção, conhecimento ou recursos também pode fortalecer o bem-estar emocional de quem realiza esse gesto. No Dia Mundial da Caridade, celebrado em 19 de julho, o tema ganha relevância em um cenário de sobrecarga, ansiedade e sensação de isolamento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas convivem com transtornos mentais. Nesse contexto, atitudes de solidariedade podem funcionar como uma maneira de criar conexões, recuperar o senso de propósito e participar de uma rede de cuidado coletivo.

Por que ajudar pode fazer bem?

Um estudo publicado neste ano na revista Frontiers, intitulado How Helping Others Helps Us: Neural Mechanisms Linking Prosocial Behavior to Psychological and Physical Wellbeing, associou atos de generosidade ao aumento da sensação de bem-estar, da satisfação com a vida e ao fortalecimento dos vínculos sociais.

Para a Dra. Mariana Ramos, professora de Psicologia da Afya Centro Universitário Itaperuna, a caridade é uma expressão prática da empatia e do compromisso com o bem-estar coletivo. “Ao nos dispormos a ajudar, fortalecemos os laços sociais, ampliamos nossa percepção de pertencimento e propósito e favorecemos o equilíbrio emocional, contribuindo para uma maior sensação de bem-estar”, afirma.

A especialista explica que atitudes altruístas ativam circuitos cerebrais relacionados ao prazer, à recompensa e ao vínculo. Esse processo, de acordo com ela, favorece emoções positivas, autoestima e pertencimento, além de ajudar a diminuir a sensação de impotência diante das dificuldades.

“Embora a caridade não seja um tratamento para transtornos mentais, ela pode atuar como um fator de proteção para a saúde psicológica”, ressalta Mariana. A prática, portanto, pode contribuir para a saúde mental, mas não substitui acompanhamento profissional quando necessário.

Um gesto pode inspirar outros

A solidariedade também tem um efeito multiplicador. Por meio da aprendizagem por observação, crianças e adultos tendem a incorporar comportamentos que veem no ambiente. Um gesto de gentileza pode inspirar outro, enquanto uma atitude acolhedora ajuda a construir relações emocionalmente mais seguras.

Essa ajuda não precisa envolver dinheiro. Ouvir alguém com atenção, dedicar algumas horas ao trabalho voluntário, compartilhar conhecimento, oferecer apoio emocional ou praticar uma gentileza cotidiana também são formas de exercer a caridade.

Caridade não é autossacrifício

Atenção aos próprios limites é essencial. Quando ajudar passa a comprometer a saúde física, emocional ou financeira, a atitude pode deixar de ser saudável.

“Cuidar do outro não significa abrir mão do autocuidado”, afirma a psicóloga. Para ela, respeitar as próprias necessidades permite oferecer uma ajuda mais consciente e duradoura. Em outras palavras: cuidar de si não é egoísmo, mas uma condição para estar disponível para o próximo com equilíbrio.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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