Terapia subcutânea reduz tempo no hospital e facilita rotina do paciente
Oncologista esclarece mitos e verdades sobre aplicação subcutânea em tratamentos oncológicos
O tratamento oncológico tradicionalmente envolve longas horas de infusão intravenosa, exigindo acesso venoso e permanência prolongada no hospital. No entanto, a terapia subcutânea tem se destacado como uma alternativa que pode reduzir em até 68% o tempo que o paciente permanece na unidade de saúde para receber medicamentos, segundo estudos citados pela oncologista Carla Dias, do Hospital Sírio-Libanês e do ICESP HC/USP.
Essa forma de administração consiste em injeções feitas sob a pele, semelhantes a vacinas, que duram poucos minutos. A mudança não altera a complexidade da doença tratada, pois terapias subcutâneas já são aprovadas para condições oncológicas graves, como linfomas, mieloma múltiplo e câncer de mama HER2-positivo.
Segurança e eficácia comprovadas
Um equívoco comum é associar a rapidez da aplicação subcutânea a menor eficácia. Contudo, a eficácia depende da absorção adequada do medicamento no organismo, e não do tempo de administração. Estudos clínicos comparativos indicam que os resultados em termos de resposta tumoral e segurança são equivalentes aos da via intravenosa.
Além disso, a aplicação não se restringe ao abdômen; áreas como coxa e região posterior do braço também são utilizadas, com rodízio para evitar reações locais e garantir melhor absorção. A técnica deve ser realizada ou supervisionada por profissionais de saúde treinados, como enfermeiros ou médicos, dada a complexidade dos medicamentos envolvidos.
Benefícios para pacientes e serviços de saúde
Para o paciente, a terapia subcutânea representa menos tempo em cadeira, ausência da necessidade de acesso venoso e maior comodidade, especialmente para aqueles com veias de difícil acesso após múltiplos ciclos de quimioterapia. Isso contribui para uma retomada mais rápida da rotina, trabalho e vida familiar.
Do ponto de vista dos serviços de saúde, a redução do tempo de aplicação libera a equipe de enfermagem para outras atividades, diminui a ocupação de poltronas e leitos de infusão e melhora o fluxo nas unidades oncológicas, impactando positivamente a capacidade operacional diante da crescente demanda.
Assim, a terapia subcutânea representa um avanço não apenas em termos de inovação medicamentosa, mas também na humanização e eficiência do cuidado oncológico.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



