Suplementos: quando valem a pena e quando não

Especialistas explicam por que vitaminas e minerais só fazem sentido em situações específicas e não substituem alimentação, sono e movimento.

Vitaminas, minerais e outros suplementos tornaram-se comuns na rotina de pessoas que buscam mais energia, melhor desempenho físico ou envelhecimento saudável. No entanto, a popularidade desses produtos não significa que sejam necessários para todos. Especialistas alertam que, sem uma necessidade específica, o uso pode não trazer benefícios e ainda representar um gasto desnecessário.

Nem sempre mais suplemento significa mais saúde

O nutricionista Brian Sumner, da Atma Soma, explica que o suplemento pode ser útil quando há uma demanda clara do organismo, como uma deficiência identificada ou uma estratégia dentro de um plano individualizado. Fora desses casos, o uso pode ser uma tentativa de compensar uma rotina que não sustenta a saúde.

A endocrinologista e PhD Alessandra Rascovski, autora do livro Atmasoma – O equilíbrio entre a ciência e o prazer para viver mais e melhor, reforça que a saúde depende de pilares integrados. “Nenhum produto isolado substitui os pilares que sustentam a saúde: alimentação adequada, sono, movimento e equilíbrio metabólico. Antes de pensar em suplementar, é preciso compreender o que o corpo realmente precisa”, afirma.

Quando a suplementação pode fazer sentido

A suplementação pode ser indicada em contextos como deficiências nutricionais comprovadas, restrições alimentares específicas, fases da vida com maior demanda nutricional e condições clínicas acompanhadas por profissionais de saúde. Nesses casos, exames e avaliação clínica ajudam a definir qual nutriente usar, em que quantidade e por quanto tempo.

Exemplos incluem a vitamina D, frequentemente investigada na prática clínica, e o ferro, indicado em casos de deficiência comprovada, especialmente quando há anemia. Para atletas ou pessoas com treinos intensos, a creatina é um dos compostos com evidência científica para aumento de força e desempenho em exercícios de resistência.

Estudos publicados em 2024 no periódico Nutrients reforçam resultados consistentes da creatina associada ao treinamento de resistência. Uma revisão sistemática com meta-análise avaliou 23 estudos e mostrou ganhos significativos de força muscular em adultos com menos de 50 anos.

Quando vira desperdício

Brian alerta que é um erro comum esperar que vitaminas e minerais resolvam sozinhos problemas como cansaço, emagrecimento ou prevenção de doenças. “Os efeitos dependem do mecanismo envolvido, do estado nutricional da pessoa e do objetivo daquele uso. Sem esse contexto, a chance de não haver benefício é maior”, explica.

Uma revisão publicada no Annals of Internal Medicine concluiu que, para adultos sem deficiências nutricionais diagnosticadas, o uso rotineiro de suplementos vitamínicos apresenta benefícios limitados na prevenção de doenças crônicas.

Além do efeito limitado em muitos casos, o uso sem orientação pode levar a gastos desnecessários e até ao excesso de determinados nutrientes, já que doses elevadas de algumas vitaminas e minerais podem trazer riscos, especialmente se usadas por longos períodos.

Em resumo, a mensagem dos especialistas é clara: o suplemento pode ser um complemento, mas não um atalho. A alimentação equilibrada continua sendo a base, e a avaliação individual é o caminho mais seguro para decidir se vale a pena incluir esses produtos na rotina.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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