Novo minoxidil oral contra calvície ainda é preliminar
Formulação de liberação prolongada promete entrega mais constante da substância, mas estudo ainda é inicial e sem data para chegar ao Brasil.
Uma nova formulação oral de minoxidil para calvície está despertando expectativa, mas ainda está longe de virar uma novidade disponível no consultório brasileiro. Chamado VDPHL01, o medicamento em estudo promete liberar a substância de forma mais lenta e constante no organismo, com a proposta de reduzir picos de concentração no sangue e, em tese, diminuir efeitos colaterais.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) faz um alerta importante: os dados divulgados até agora são preliminares e foram apresentados pela própria fabricante, sem publicação científica completa revisada por pares.
O que o estudo mostrou até agora
Segundo comunicado da Veradermics, empresa responsável pelo desenvolvimento do VDPHL01, o estudo clínico avaliou homens com alopecia androgenética leve a moderada. Nos grupos que receberam a medicação, foi registrado aumento médio de 30,3 a 33 fios por cm² em seis meses.
Apesar do número chamar atenção, a entidade destaca que ainda não existe comparação direta publicada entre essa formulação e o minoxidil oral de baixa dose já usado na prática clínica. Ou seja: por enquanto, não dá para afirmar que o novo produto seja superior ou mais seguro.
Minoxidil oral já existe no Brasil, mas em outro contexto
No Brasil, o minoxidil oral em baixas doses já é utilizado de forma off-label — expressão usada quando um remédio é prescrito fora das indicações originais de bula — sempre com avaliação médica. A diferença do VDPHL01, segundo a dermatologista Fernanda Lagares Xavier Peres, associada da SBD-RS, está na forma de liberação no organismo.
“O minoxidil oral utilizado atualmente atinge picos de concentração no sangue logo após a ingestão. A formulação de liberação prolongada reduziria esses picos, fazendo a entrega da medicação de forma mais lenta e constante. A expectativa é combinar eficácia com menor risco de efeitos colaterais, mas isso ainda precisa ser confirmado com dados completos e de longo prazo”, afirma.
Sem previsão para o Brasil
A fabricante prevê solicitar aprovação nos Estados Unidos em 2027, mas ainda não há prazo definido para chegada ao Brasil nem avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A SBD-RS reforça que a calvície, também chamada de alopecia androgenética, é uma condição crônica e progressiva. Por isso, os tratamentos ajudam a controlar o processo enquanto estão em uso, mas não representam cura definitiva. A escolha da terapia depende de avaliação individual, considerando idade, intensidade da queda, histórico de saúde e possíveis causas associadas.
Em casos de suspeita de calvície ou aumento da queda de cabelo, o ideal é procurar um médico dermatologista. A lista de profissionais habilitados pode ser consultada no site da SBD-RS.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



