Dor nas pernas pode ser sinal de câncer ósseo

Médico alerta que dor persistente, em uma só perna ou que acorda à noite merece investigação, e não apenas o rótulo de “dor do crescimento”.

Nem toda dor nas pernas em crianças e adolescentes é apenas “dor do crescimento”. Em alguns casos, esse sintoma pode esconder algo mais sério, como o câncer ósseo, e o atraso na investigação pode dificultar o diagnóstico precoce. No Mês de Conscientização sobre o Câncer Ósseo, o oncologista Humberto Matos, médico do Instituto de Oncologia de Sorocaba, chama atenção para os sinais que fogem do padrão considerado benigno.

A chamada dor do crescimento costuma aparecer nas duas pernas, geralmente no fim do dia, e não impede que a criança ou o adolescente brinque, corra e pule normalmente ao longo do dia. Quando a dor muda de padrão, cresce em intensidade ou começa a interferir na rotina, é hora de olhar com mais cuidado.

Quando a dor deixa de parecer “normal”

Segundo o especialista, os sinais de alerta incluem dor em apenas uma perna, persistente por semanas ou meses, dificuldade para caminhar e presença de inchaço ou vermelhidão no local. Outro ponto importante é quando a dor desperta a criança ou o adolescente durante a noite, mesmo sem esforço físico.

Isso acontece porque, em alguns casos, o crescimento do tumor pode aumentar a pressão dentro do osso e das estruturas ao redor, provocando dor mesmo em repouso. Além disso, sintomas gerais como fadiga, febre sem causa aparente, perda de peso e aparecimento de abaulamento na região dolorida também merecem atenção.

O erro que mais atrasa o diagnóstico

De acordo com Humberto Matos, um dos principais motivos para o atraso no diagnóstico é desvalorizar a queixa. Uma dor persistente e progressiva pode ser confundida com algo passageiro, quando na verdade exige investigação médica.

A orientação é buscar avaliação sempre que a dor não melhorar, atrapalhar as atividades diárias ou ocorrer apenas em um dos membros. O primeiro especialista indicado é o ortopedista, que pode fazer a avaliação clínica e solicitar exames de imagem, se necessário. Quando houver suspeita de tumor ósseo, o encaminhamento deve ser feito para um serviço oncológico especializado.

Embora o câncer ósseo represente uma pequena parcela dos tumores pediátricos, reconhecer os sinais de alerta pode fazer diferença no início do tratamento e nos resultados. Para mães, pais e responsáveis, a principal mensagem é simples: dor frequente, localizada e progressiva não deve ser normalizada sem avaliação.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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