Vôlei adaptado ganha espaço após os 45 anos
Modalidade reúne mais de 20 mil atletas no país, promove movimento, inclusão e envelhecimento ativo com regras mais seguras
No Dia Mundial do Vôlei, celebrado em 7 de julho, uma versão adaptada do esporte vem ganhando destaque por unir movimento, inclusão e qualidade de vida para pessoas acima dos 45 anos. Segundo a Confederação Brasileira de Vôlei Adaptado (CBVA), a modalidade já conta com mais de 20 mil atletas em todo o país.
Regras adaptadas para maior segurança e acessibilidade
O vôlei adaptado mantém os fundamentos do vôlei tradicional, como passes, recepção, posicionamento em quadra e trabalho em equipe, mas com adaptações que tornam a prática mais segura e acessível para diferentes níveis de condicionamento físico e limitações de mobilidade. Entre as principais mudanças estão a possibilidade de lançar a bola em vez de batê-la, restrições a saltos e saques acima da linha dos ombros, e a permissão para recepção com as duas mãos antes do passe em algumas situações. Essas adaptações reduzem o impacto físico e ampliam a inclusão.
Projeto Viva Vôlei incentiva atividade física na maturidade
Em Vitória (ES), o Projeto Viva Vôlei, apoiado pela MedSênior, reúne atletas entre 45 e 80 anos. A educadora física Kátia Siquara, idealizadora do projeto, destaca que a iniciativa visa ampliar o acesso ao esporte e incentivar a prática regular de atividade física em diferentes fases da vida. Segundo Kátia, o projeto demonstra que “nunca é tarde para se movimentar, fazer novas amizades e descobrir novas possibilidades de viver com mais saúde e autonomia”.
Expansão nacional e conquistas esportivas
A modalidade tem crescido significativamente no Brasil. Em 2009, a CBVA atuava em apenas oito municípios; em 2025, esse número chegou a 300 cidades, consolidando o vôlei adaptado como ferramenta importante para o envelhecimento ativo. Na Superliga Melhor Idade de 2025, campeonato nacional organizado pela CBVA, participaram 933 atletas e 31 equipes de diferentes estados. O Projeto Viva Vôlei contou com 35 atletas distribuídas em quatro equipes femininas nas categorias 45+, 58+, 68+ e 75+. A equipe da categoria 75+ conquistou a medalha de ouro, garantindo ao Espírito Santo um título inédito na competição.
Benefícios físicos e sociais do vôlei adaptado
O geriatra Roni Mukamal, superintendente de Medicina Preventiva da MedSênior, ressalta que a prática regular de atividade física é fundamental para preservar força, mobilidade, equilíbrio e independência ao longo da vida, além de prevenir doenças crônicas. Ele destaca que esportes coletivos, como o vôlei adaptado, ampliam esses benefícios ao fortalecer vínculos sociais, reduzir o isolamento, estimular a cognição e promover bem-estar e qualidade de vida durante o envelhecimento. Assim, a quadra torna-se um espaço de convivência, autonomia e novas possibilidades para envelhecer com vitalidade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



