Qualidade de vida supera carreira dos sonhos no trabalho
Pesquisa de 25 anos da Cia de Talentos mostra que sucesso profissional perdeu espaço para bem-estar, saúde mental e propósito.
Ao longo de 25 anos, a pesquisa Carreira dos Sonhos, realizada pela Cia de Talentos, acompanhou a evolução das expectativas de estudantes e profissionais em relação ao mercado de trabalho na América Latina. Com mais de 1 milhão de respondentes, presença em nove países e parceria com mais de 200 organizações, o estudo mostra como o conceito de sucesso profissional mudou profundamente no Brasil.
Transformação nas prioridades profissionais
Se na primeira edição da pesquisa a ascensão profissional e o reconhecimento eram os principais objetivos, hoje o equilíbrio entre vida pessoal e profissional ocupa um espaço central nas decisões. Em 2015, 65% dos participantes priorizavam o sucesso profissional; em 2025, esse percentual caiu para 10%. Em contrapartida, 56% passaram a apontar a qualidade de vida como o principal fator para construir uma carreira satisfatória.
Saúde mental e propósito ganham protagonismo
Temas como saúde mental, ansiedade, cansaço e equilíbrio emocional tornaram-se essenciais nas decisões de carreira, especialmente entre os profissionais mais jovens. A pesquisa evidencia que o cuidado com as pessoas deixou de ser um benefício adicional para se tornar uma estratégia fundamental de atração, engajamento e retenção de talentos.
Nova visão sobre a empresa dos sonhos
O conceito de “empresa dos sonhos” também evoluiu. Antes, a reputação da marca empregadora era suficiente para atrair profissionais. Atualmente, candidatos avaliam a experiência real oferecida pela organização, considerando cultura, liderança, oportunidades de desenvolvimento, flexibilidade e coerência entre discurso e prática. O employer branding passou a ser sustentado principalmente pela vivência dos colaboradores.
Segundo a Cia de Talentos, essas mudanças refletem transformações econômicas, sociais e culturais aceleradas por eventos como a pandemia, a digitalização das relações de trabalho e a entrada de novas gerações no mercado. Para as organizações, o desafio é construir culturas mais humanas, lideranças preparadas e experiências coerentes para continuar relevantes.
Assim, a pergunta que orienta muitos profissionais hoje não é apenas “em qual empresa quero trabalhar?”, mas também “como quero viver?”.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



