Laramara abre curso gratuito sobre brincar inclusivo
Formação híbrida é voltada a professores e terapeutas que atuam com crianças de 0 a 8 anos e recebe inscrições até 12 de julho.
A Laramara está com inscrições abertas para a 23ª edição do curso Brincar Para Todos, uma formação gratuita voltada a professores e terapeutas que atuam com crianças com deficiência visual e baixa visão. O prazo para participar vai até 12 de julho.
O que o curso oferece
A proposta é ajudar profissionais da educação e da terapia a enxergar o brincar como parte central da aprendizagem e do desenvolvimento infantil. Durante o curso, os participantes terão acesso a recursos pedagógicos adaptados, orientações de mobilidade e estratégias para tornar as brincadeiras mais inclusivas para todas as crianças.
Outro ponto importante da formação é o incentivo à prática. Ao longo do processo, os selecionados são convidados a elaborar um projeto pedagógico ou terapêutico para aplicar em sua própria unidade educacional ou clínica terapêutica.
Quem pode participar
Segundo a instituição, serão selecionados 90 profissionais de todas as regiões do Brasil que atuem com crianças de 0 a 8 anos, em educação infantil, no 1º e 2º ano do Ensino Fundamental ou em clínicas terapêuticas.
O curso será realizado de forma híbrida, com aulas on-line entre 27/07 e 13/12 e seminário presencial previsto para março de 2027.
Por que o brincar inclusivo importa
Na visão da Laramara, o brincar muitas vezes ainda é entendido apenas como lazer. No entanto, para crianças cegas ou com baixa visão, esse momento pode ser decisivo para o aprendizado, a autonomia e o sentimento de pertencimento dentro da escola e de outros espaços de convivência.
“O brincar é uma das formas mais potentes de aprendizado e desenvolvimento na infância. Quando pensamos em brincar de forma inclusiva, estamos garantindo que nenhuma criança fique de fora dessa experiência tão importante para sua formação e seu senso de pertencimento”, afirma Junia Carla Buzim, pedagoga e coordenadora do Projeto Brincar para Todos da Laramara.
Já a pedagoga Kath Afonso destaca que muitos professores ainda chegam à sala de aula sem contato prévio com crianças cegas ou com baixa visão, o que gera insegurança. “O curso existe justamente para dar ferramentas concretas, como adaptar um brinquedo, como orientar a mobilidade, como incluir de fato essa criança na brincadeira com os colegas”, completa.
Fundada em 1991, a Laramara é referência nacional no atendimento a pessoas cegas e com baixa visão, com atuação em autonomia, educação, formação profissional, cultura e convivência inclusiva.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



