Esporte no frio: como evitar lesões no inverno
SBRATE explica por que o clima não causa lesões, mas exige mais atenção com aquecimento, hidratação e retomada gradual dos treinos.
O inverno costuma ser a estação preferida de muita gente para se mexer: correr ao ar livre, pedalar, fazer trilhas, caminhar ou até intensificar a ida à academia. Mas, junto com a temperatura mais baixa, também aumentam alguns cuidados importantes para evitar lesões durante a atividade física.
A Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE) explica que o frio, por si só, não provoca lesões. O problema é que, nas temperaturas mais baixas, o corpo tende a começar mais “travado”, com menor elasticidade muscular e menos mobilidade articular no início do exercício. Se a prática começa de forma brusca, o risco de desconfortos e sobrecargas sobe.
O que muda no corpo durante o frio
Segundo o presidente da SBRATE, Dr. Adriano Almeida, o organismo precisa de um tempo maior de adaptação antes de atingir o melhor desempenho. Quando essa etapa é ignorada, aumentam as chances de lesões como distensões musculares, contraturas e sobrecargas.
Na prática, isso significa que a pressa para começar o treino pode sair caro — especialmente para quem volta a se exercitar depois de um período parada ou estava apostando no famoso “projeto verão”.
Aquecimento vira parte essencial do treino
No inverno, o aquecimento merece ainda mais atenção. A recomendação é separar alguns minutos antes da atividade para movimentos leves, mobilidade articular e aumento gradual da intensidade. Essa preparação ajuda a “acordar” o corpo e reduz de forma importante o risco de lesões.
Outro cuidado que costuma ser esquecido nos dias frios é a hidratação. Mesmo sem a sensação de sede tão intensa quanto no calor, a ingestão de água continua fundamental para o funcionamento da musculatura e para a recuperação do esforço físico.
Menos água, mais risco
De acordo com a SBRATE, quando há baixa hidratação, o desempenho muscular cai, a coordenação motora piora e a recuperação fica mais lenta. O resultado pode ser cansaço precoce, perda de precisão nos movimentos, além de maior chance de cãibras, distensões e sobrecargas.
Quem está retomando a prática esportiva após sedentarismo também deve redobrar a atenção. Respeitar os limites do corpo e buscar orientação profissional são passos importantes para manter o exercício como aliado da saúde — e não como gatilho para dores e lesões.
No fim das contas, o recado é simples: o inverno não impede a atividade física, mas pede mais preparo. Com aquecimento, hidratação e progressão gradual, dá para aproveitar a estação com mais segurança.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



