Tonturas e desmaios podem ser sinais de alerta para o coração

SOCERGS orienta investigação em episódios recorrentes ou associados a esforço e sintomas cardíacos

Tonturas passageiras são comuns e podem ocorrer por causas simples, como jejum prolongado, desidratação, calor intenso ou mudança brusca de posição. No entanto, quando esses episódios se repetem, surgem sem motivo aparente ou acompanham sintomas como palpitações, dor no peito, falta de ar, suor frio ou perda de consciência, é importante ficar atento, pois podem indicar problemas cardíacos.

Entendendo a síncope e suas causas

O desmaio, conhecido como síncope, acontece devido à redução temporária do fluxo sanguíneo ao cérebro, levando à perda breve da consciência. Muitas vezes, a causa é benigna, como na síncope vasovagal, desencadeada por dor, emoções intensas, permanência prolongada em pé, calor ou desidratação. Contudo, episódios de perda total da consciência requerem avaliação médica detalhada para identificar possíveis riscos.

Causas cardíacas associadas

Segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS), tonturas e desmaios podem estar relacionados a arritmias, quedas significativas da pressão arterial, alterações estruturais do coração, doenças das válvulas cardíacas, coronárias e redução do fluxo sanguíneo. A American Heart Association (AHA) destaca que síncopes cardíacas podem ser causadas por bradicardia, taquicardia e certos tipos de pressão baixa, especialmente quando associadas a doenças cardiovasculares.

O presidente da SOCERGS, Dr. André Luis Câmara Galvão, ressalta: “Nem toda tontura representa um problema cardíaco, mas todo episódio recorrente, sem explicação clara ou associado a sintomas como palpitações, dor no peito, falta de ar ou desmaio durante esforço físico deve ser investigado. A avaliação cardiológica ajuda a identificar se existe alteração no ritmo do coração, na pressão arterial ou na circulação.”

Quando buscar ajuda médica

Atenção especial deve ser dada a desmaios que ocorrem durante atividade física, em repouso ou de forma súbita, sem sinais prévios. Também merecem cuidado episódios em pessoas com histórico de infarto, insuficiência cardíaca, arritmias, doenças valvulares, uso de marcapasso, histórico familiar de morte súbita ou sintomas neurológicos associados.

A investigação médica inclui análise da história clínica e exame físico, podendo envolver exames como eletrocardiograma, monitoramento por Holter, ecocardiograma, teste ergométrico, avaliação da pressão arterial em diferentes posições, exames laboratoriais e, em casos específicos, o teste de inclinação (tilt test). A escolha dos exames considera idade, frequência e contexto dos episódios, uso de medicamentos, doenças prévias e sintomas associados.

Cuidados até o diagnóstico

Enquanto a causa não é esclarecida, pessoas com desmaios recorrentes devem evitar dirigir, nadar sozinhas, subir em locais altos ou realizar atividades que possam causar acidentes em caso de nova perda de consciência. Em caso de suspeita de doença ou risco, é fundamental procurar um cardiologista para avaliação e acompanhamento.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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