Férias escolares podem agravar sintomas do TDAH
Mudança de rotina, mais telas e menos previsibilidade exigem atenção redobrada para crianças e adolescentes com TDAH nas férias.
As férias escolares podem parecer um alívio na rotina da família, mas para crianças e adolescentes com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), esse período traz desafios adicionais. A interrupção da rotina escolar, a redução da previsibilidade do dia a dia e o aumento do tempo de exposição às telas podem intensificar sintomas como desatenção, impulsividade e dificuldades para regular o sono.
O impacto da rotina escolar no TDAH
O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por padrões persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade que comprometem o desempenho escolar, os relacionamentos e a qualidade de vida. Entre os sintomas mais comuns estão distração frequente, esquecimentos, desorganização, dificuldade para concluir tarefas, inquietação e dificuldade para esperar a própria vez.
Durante o período letivo, a escola estabelece horários regulares para acordar, estudar, realizar atividades e dormir, o que ajuda a manter uma rotina estruturada. Nas férias, essa estrutura é interrompida, favorecendo a desorganização, o aumento da impulsividade e a dificuldade para manter hábitos saudáveis. Além disso, a sobrecarga dos pais e cuidadores aumenta, pois eles passam a administrar integralmente a rotina dos filhos sem o suporte escolar.
Exposição excessiva às telas e sono prejudicado
Outro desafio nas férias é o aumento do tempo dedicado a celulares, tablets, videogames e computadores. O uso excessivo desses dispositivos pode prejudicar a qualidade do sono, dificultar a autorregulação emocional e potencializar sintomas de desatenção e impulsividade em crianças e adolescentes com TDAH.
Especialistas recomendam manter horários relativamente estáveis para alimentação, sono, atividades físicas e momentos de lazer durante o recesso escolar. A intenção não é impor uma rotina rígida, mas evitar mudanças bruscas que possam agravar os sintomas do transtorno.
Importância da continuidade do tratamento
O tratamento do TDAH é individualizado e pode incluir orientação familiar, acompanhamento psicológico, intervenções psicossociais e medicamentos, conforme indicação médica. Entre as opções terapêuticas estão medicamentos estimulantes e não estimulantes.
Um exemplo é a atomoxetina, aprovada pela Anvisa para o tratamento do TDAH. A eficácia desse medicamento depende da continuidade do uso conforme prescrição médica, inclusive durante as férias, período em que muitas famílias optam por interromper o tratamento por conta própria, o que pode comprometer o controle dos sintomas.
Os sintomas do TDAH geralmente surgem na infância e podem persistir na adolescência e na vida adulta. Por isso, observar mudanças de comportamento e seguir as orientações profissionais é fundamental para atravessar o período de férias com mais equilíbrio e qualidade de vida.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



